segunda-feira, 25 de fevereiro de 2019
era uma vez na serra
E não é que há um pouco do tocador de gaitinha de boca em cada um de nós? O personagem magistral de Charles Bronson, em Era uma vez no oeste, sempre respinga aqui e ali.
As motivações do regresso podem não ser sempre o acerto de contas, como no caso do "Harmônica", mas podem dar claros sinais do que significa dar um retoque na identidade.
p.s.: ao clicar no link do Era uma vez no oeste saber-se-á do desfecho. Ou, como se diz na pós-modernidade, contém altas doses de spoiler.
sexta-feira, 28 de agosto de 2009
DJs e a provável morte da música depois do coice
P.s.: o Jorge, DJ Mono está no clipe. Prestem bem atenção.
quarta-feira, 26 de agosto de 2009
CINE URUGUAIO NA UCS
Já ouviu falar do Federico. Não o Fellini, que por sinal me gusta mucho, mas falo de outro Federico, o Lemos. Pois bem, Federico Lemos é jornalista e assim como tantos outros jornalistas, depois que bebeu da cachaça do cinema não largou mais.Tu tens uma ótima oportunidade de conhecer melhor o Federico. E pode ser nesta quarta-feira, dia 26. O cara vem pra Caxias trazendo na garupa o documentário La Matinée. Na tela, um tapa na história do Uruguai a partir de uma das manifestações mais papulares, a murga, uma espécie de Carnaval de nuestros hermanos.
Resumo da notícia (risos), essa é pra preguiçoso ler: A exibição de La Matinée ocorre nesta quarta-feira, às 20h, no UCS Cinema. Ah, e tem debate depois viu.
segunda-feira, 24 de agosto de 2009
DeRosianas
Te liga aí no que o guitarrista Marcos De Ros, que é assessor de imprensa, RP e videasta nas horas vagas, escreveu sobre seu próprio espetáculo.

O guitarrista Marcos De Ros, juntamente ao pianista Éder Bergozza, estão lançando seu novo projeto, “Peças de Bravura!” que já foi aprovado pela lei de incentivo “Fundoprocultura”, de Caxias do Sul.
O “Peças de Bravura!” consiste na execução, na guitarra e piano, de peças compostas pelo guitarrista justamente para esse concerto. São musicas inéditas que levam a marca do erudito e virtuosismo, mas também são cheias de referências Brasileiras, como Choro, Baião, Samba e Milonga, entre outros.
“Peças de Bravura!” é a versão em Português para o termo Francês “Pièce de Résistance”.
A tônica do show “Peças de Bravura!”, além da música em si, se dá também pela explicação do porque dos nomes engraçados das músicas (Dança da Lagartixa, A Vingança do “seu” Madruga, Corrida de Calango, etc...) e da performance divertida e “alto-astral” que caracteriza os trabalhos da dupla.
Outro ponto de grande destaque fica por conta dos malabarismos musicais que as composições exigem dos interpretes, que tocam praticamente no limite de sua técnica e musicalidade.
Um espetáculo que resgata a “Ars gratia artis” (arte pela arte), onde a música, com uma orquestração simplificada, quase minimalista, num diálogo de apenas dois instrumentos, consegue captar e transmitir emoções, numa troca quase frenética de energia entre os instrumentistas e sua platéia.
Este espetáculo será gravado e lançado em DVD!
“Peças de Bravura!”
Casa da Cultura de Caxias do Sul
09 e 10 de setembro de 2009, 20:00 horas
Gravação do DVD.
sexta-feira, 14 de agosto de 2009
bastidores
* 2009 é o ano do fortalecimento da Associação de Críticos de Cinema do Rio Grande do Sul. Dois membros estão no Júri da Crítica, os jornalistas Ivonete Pinto e Daniel Feix.
* Briga boa e engraçada de ver de fora é a disputa pelo brilho dos holofotes no tapete vermelho. Na verdade, a briga é entre as emissoras Globo/RBS e Rede Record para ver quem expõe mais seus “astros”.
* Tem cambista vendendo ingresso para o festival. O preço médio é de R$ 50, mas quem compra pela internet tem um acréscimo de R$ 8,50. Lá fora o cambista vende por R$ 90, mas na pechincha sai por R$ 50. O cambista está querendo no mínimo empatar a despesa. É que até agora, pouca gente interessada em comprar ingresso.
* Comenta-se a boca pequena que o bom trabalho feito pela Web TV Soluções, de Caxias do Sul, como televisão oficial do festival pode render a renovação do contrato para 2010.
* É o preço da fama. Assessoria da Xuxa parece não ter gostado do tom das notas dadas à rainha dos baixinhos nos blogs do ClicRBS, empresa afiliada à Rede Globo.
Depois do furacão, a sutileza desvairada
Ruy Guerra será homenageado com o prêmio Kikito de Cristal, hoje à noite, no Palácio dos Festivais. É uma graça pelo conjunto da obra, por sua relevância na produção de filmes que dão conta de dar uma cara à cinematografia brasileira. Guerra é um dos responsáveis pela revolução do cinema novo, cujo principal objetivo era revelar que Brasil é esse, suas contradições e dilemas. Movimento que tomou corpo e que vez ou outra ainda faz brotar referências América do Sul afora.
Esse olhar de Ruy Guerra, voltado às contradições, é a cara do cinema Brasileiro. Se na Argentina o filme mais visto em 2008 foi Ninho Vazio, de Daniel Burman, uma produção que retrata com sutileza a relação de uma família, mas sem tropeçar em qualquer estereótipo, aqui no Brasil temos justamente o inverso. Temos um filme como Se eu Fosse Você 2, como a maior bilheteria do ano. Felizmente, filmes como Se eu Fosse Você não vêm a Gramado.
E pior, o tapete vermelho não recebe sequer as “estrelas” (veja bem, entre aspas) que estão com suas faces estampadas nos filmes de maior bilheteria. Gramado expõe no tapete atores, que em sua maioria, estão na berlinda-temporária, superexpostos nas novelas das suas emissoras (aliás, que deliciosa briga essa da Globo/RBS e Rede Record).
Enquanto isso, lá dentro da sala escura, um público ainda tímido, com lotação média de apenas a metade da capacidade, assiste a uma boa seleta de filmes em longa-metragem. Nas sessões da noite, que contemplam os filmes brasileiros e estrangeiros em competição, destaque para La Teta Asustada, co-produção Peru/Espanha, da cineasta Claudia Llosa. O filme já tem na bagagem o peso de um Urso de Ouro, no Festival de Berlin deste ano.
Dentre os brasileiros, destaque para doc-arte inspirado na vida do artista plástico Cildo e o doc-investigação Corumbiara, sobre o massacre de índios em Roraima. Mas o filme brazuca mais comentado ainda é Canção de Baal. A diretora Helena Ignez tomou porrada e carinho no debate na manhã seguinte da exibição. Seu cinema de poesia, de risco, que deflora a inocência com um punhado de ousadia é o bálsamo nesse festival de contradições.
Hoje na tela do Palácio dos Festivais, mais dois filmes que prometem brigar pelo tão sonhado título de melhor filme de Gramado. O uruguaio Gigante, de Adrian Biniez, que revela a obsessão de um relacionamento entre um segurança e a mulher da limpeza de um supermercado, chega com a chancela do prêmio Urso de Prata, no Festival de Berlin. No lado brazuca, é aguardada com ansiedade a exibição de Corpos Selestes, de Marcos Jorge (diretor de Estômago) e Fernando Severo. O filme discorre sobre as diferenças de temperamento de um casal. Mas tudo isso sob a ótica de um astrônomo.
segunda-feira, 10 de agosto de 2009
coisa de cinema
"Memórias do Subdesenvolvimento" salvou a noite. O filme de Tomás Gutiérrez Alea, lançado em 1968 é um delicioso tapa de luva. Coloca em xeque a própria condição de Cuba como revolucionária. Mas de que e para onde - e sobretudo - por quem.
Numa primeira leitura, nem tão superficial assim, é possível identificar umas pitadas de Godard nessa película. O personagem principal não vive, ele desfila. O cara é separado, vive da renda de aluguéis e se envolveu com uma menina de 16 aninhos. Na real, ele é tudo o que o GOBIERNO REVOLUCIONÁRIO de Cuba mais odiava. Porque o cara é sensível à liberdade. Ah, essa última frase contém ironia, tá.
Mas sabe onde o filme desagua? Desagua numa teoria que é ponto central pra compreensão do flime. O nosso amigo protagonista reclama da jovem menina. Ela é gostosa e sediciosa. Tá, até aí, tudo bem. Mas o protagonista fica entediado porque ele queria uma mulher mais européia e menos caribenha. Para ele, a menina é a personificação de Cuba. Cuba subdesenvolvida.
Porque a menina é só sorrisos, quase nada de seriedade, é inconsequente, e além de tudo, não está preocupada com a questão cultural. Para o protagonista esses traços fazem de Cuba um eterno país subdesenvolvido. Porque seu povo é assim.
E qualquer semelhança com outro país das Américas aqui de baixo, dos latinos, NÃO é mera coincidência.
de gramado - primeiras impressões
De um lado o fricote, o ti-ti-ti, o nhénhénhé de estrelas famosas e decadentes, de outro, o cinema, boa seleta de filmes, e a confirmação do que foi plantado em 2006. Plantio, aliás, muito bem-vindo depois da terra arrasada que o festival havia se tornado.
Felizmente, Sérgio Sanz e Carlos Avellar andam espantando a mesmice de Gramado. MÃS...(sim, com acento, pra ENFATIZAR a asneira que vou dizer) sempre tem espaço pra um filme-bobagem, sem pé nem cabeça. Tá, mas o importante é ter gaúcho na competição. Então tá valendo.
Só pra deixar mais explícito. Escrevo sobre o novo filme do Sérgio Silva: "Quase um tango". Que muita gente malvada anda chamando de "Quase um filme". Ironia pouca é bobagem.
quarta-feira, 29 de julho de 2009
Aguerrido, mas sem perder a ternura
Admire-se. Seu Ivo tem celular, e-mail e messenger. Comunica-se através do skype e da webcam com a neta Ana Leonor, que mora na Holanda. Não foi fácil, reconhece, mas nada que umas aulas particulares não compensassem a falta de destreza no manuseio do computador. Até o blog de um sobrinho ele anda lendo. Esse é o Seu Ivo, carrega a juventude sob os ombros de um senhor irrequieto, amável e brincalhão. Ultimamente anda sentindo uma dorzinha chata numa das pernas, mas nada que uma caminhada até a beira do mar ou uma prosa com os vizinhos não resolva.
Sua memória guarda lembranças tão fortes das diversas fases da sua vida que às vezes se tem a impressão de quem ele inventa tudo. Mas é impossível ter inventado todas essas histórias, porque a riqueza de detalhes nos lança para dentro do seu baú de memórias. Ouvi-lo é como percorrer a cena de um filme sem ser reconhecido pela platéia. Quando fala da primeira viagem ao Litoral, em 1952, parece que estamos sentados ao seu lado, no velho ônibus que partiu de Caxias do Sul, parou em Porto Alegre, “ali na Paineira”, e depois seguiu seu rumo em direção a Torres “pela beira do mar”. “O ônibus esperava a onda e depois seguia viagem”, recorda.
Aventura – Ir à praia entre os anos 50 e 70 era como desbravar o desconhecido. Os corajosos tinham de enfrentar a má condição das estradas, o barro ou poeira (dependendo se tinha chovido ou não), a falta de sinalização, as crianças ansiosas dentro do carro, a bagagem que se perdia no caminho (conforme o solavanco), e claro, o inevitável atoleiro. Tudo isso, para chegar às praias do Litoral Norte, e encontrar o que? Nada, absolutamente nada além de areia, mar e calmaria.
“Aqui em Areias Brancas só tinha o armazém do Fulcher e o Hotel Peteffi. O Fulcher tinha o armazém, mas era ainda barbeiro, farmacêutico, parteiro, e construiu a casa do meu pai aqui na praia. A gente chamava ele de João Faz Tudo. Porque não tinha coisa que ele não fizesse”, revela Ivo, sorrindo. A casa a que Seu Ivo se refere foi uma das primeiras construções de alvenaria de Areias Brancas e ainda está de pé. “Eu e meus irmãos usávamos a casa por apenas 20 dias cada um”, lembra.
Crescimento – Seu Ivo conta que no início dos anos 70, quando a casa do pai ficou pronta, dava para ver o mar ao abrir a porta. Hoje não mais, porque o descampado de ontem agora é ocupado por dezenas e dezenas de casas. “Não é de hoje que essa praia cresceu. Anos antes de a Rota do Sol ficar pronta, quando o governo do estado passou a dar mais atenção à rodovia, o preço dos terrenos aqui em Areias Brancas subiu. Passou de R$ 20 mil para R$ 50 mil”, explica.
O aumento dos terrenos acompanhava uma outra tendência, de um crescente aumento do número de freqüentadores das praias de Arroio do Sal e Areias Brancas. No entanto, esse crescimento ainda não foi suficiente para resolver questões como a limpeza e iluminação das ruas, ou ainda, a ampliação do horário de atendimento dos restaurantes e supermercados.
Emoção – Seu Ivo não percorreu ainda a Rota do Sol depois de concluída. Mas não esconde a curiosidade, parece só esperar pelo convite de alguém que o conduza estrada adentro. Porque uma vez estradeiro, estradeiro para sempre. Seu Ivo já morou em Caxias, Novo Hamburgo, Porto Alegre e Pelotas. Naquela época, não se incomodava em ter de pegar a estrada saindo de Porto Alegre rumo ao sul do estado.
Mas quando perguntado se repetiria a dose daquela época de desbravador, em que precisava enfrentar com uma boa dose de coragem as intempéries de uma viagem ao litoral, Seu Ivo responde: “Hoje eu não faria isso. De jeito nenhum. Mas naquele tempo a gente fazia tudo aquilo pra vir a praia e se divertia”, conta, com um sorriso encantador e os olhos marejados de lágrima.
quarta-feira, 1 de julho de 2009
só pra não dizer que esqueci do máiquel jéquinson
Lucas, meu correspondente no Rio de Janeiro, sempre encontra personagens pitorescos pela orla carioca. Eis seu depoimento HISTÓRICO, do ocorrido dia desses.
- Eu tava comprando amendoin na rua, na semana passada, e o tiozinho falou pra mim: "Ouvi na rádio que morreu o Maiquel Jéquinson, agora sim ele vai ficar famoso como o Renato Russo e o Cazuza!
quarta-feira, 17 de junho de 2009
clipe para um dia cinza
Firekites - AUTUMN STORY
Chalk animated music video directed by Lucinda Schreiber and Yanni Kronenberg.
Music available from Spunk Records
spunk.com.au/
sexta-feira, 12 de junho de 2009
Kilmayr na França
Kilmayr participa de maratona de cinema brasileiro na França
O documentário Kilmayr, dirigido por Marcio Schenatto, será exibido neste sábado (13-06) na mostra “Maison du Brésil – marathon: 50 heures de cinéma brésilien”. É a segunda vez que o curta participa de um festival na França. Em 2008 participou da Mostra de Documentários Independentes “Nossas Novas”.
Kilmayr está na programação de 50 horas de cinema brasileiro que inclui clássicos como Limite (Mario Peixoto - 1930) e Macunaíma (Joaquim Pedro de Andrade- 1969) além de longas e curtas da produção recente do cinema nacional.
A Maison du Bresil está comemorando 50 anos em 2009. O local, situado na cidade universitária de Paris, serve de residência para pesquisadores e estudantes brasileiros e é um polo de difusão da cultura do Brasil.
Confira a programação completa da maratonade cinema no link abaixo:
www.maisondubresil.org/Culturel/images/2009%20programmation%20cinema.pdf
Sinpose: 22h40 - Kilmayr, Márcio Schenatto, 2005, 10 mn. Documentaire
Quotidien d’un « gari » (« éboueur ») raconté par lui même dans une ville du sud du Brésil…
sexta-feira, 29 de maio de 2009
CINEESQUEMANOVO
CineEsquemaNovo 2009: inscrições abertas para seleção até 03 de julho
Júri Oficial terá liberdade para criar e distribuir oito diferentes categorias de premiação entre os curtas, médias e longas-metragens selecionados
Organização trabalha pela ampliação da programação internacional nas mostras especiais e paralelas
O CineEsquemaNovo – Festival de Cinema de Porto Alegre (CEN) recebe a té o próximo dia 03 de julho , inscrições de filmes para seleção em suas mostras competitivas. Como de costume , filmes de todos os gêneros , formatos , técnicas e linguagens são aceitos em pé de igualdade no festival – que , rumo à sua sexta edição , é uma das principais bases de exibição e debate do cinema contemporâneo independente no Brasil.
Os filmes selecionados para as mostras competitivas serão divulgados no final do mês de agosto , e o CEN 2009 está previsto para acontecer entre os dias 17 a 24 de outubro de 2009.
Todas as produções inscritas concorrem de igual para igual na seleção , exibição e premiação: o foco é a idéia . Para que diretores e produtores enviem seus trabalhos , basta acessar www.cineesquemanovo.org e preencher a ficha de inscrição . O site oferece o regulamento do CEN 2009 e todas as etapas necessárias para a chegada dos filmes aos organizadores do festival . No site também é possível conferir a nova arte do CEN para este ano , criada pelo designer gráfico Juliano Cabral.
Novidades para 2009
Uma das novidades deste ano nas mostras competitivas do CEN será a liberdade oferecida pela organização ao Júri Oficial (a ser divulgado em breve ) para que crie e distribua oito diferentes premiações entre os curtas, médias e longas-metragens selecionados .
"Entendemos que os trabalhos exibidos no CEN são muitas vezes inqualificáveis em categorias tradicionais, coisa que os próprios jurados já nos disseram em anos anteriores ”, pontuam os organizadores do festival (Alisson Avila, Gustavo Spolidoro, Jaqueline Beltrame, Morgana Rissinger e Ramiro Azevedo). “ Por isso , resolvemos propor que o Júri Oficial busque, dentre todos os filmes e suas diferentes características , os motivos , as histórias , as técnicas e as narrativas que possam gerar um prêmio específico . É um processo de relativização que o próprio fazer cinematográfico também se depara e que o CEN acompanha desde sua primeira edição em 2003. Por isso , nada mais natural que estender isso à premiação: o júri poderá encontrar livremente aquilo que melhor julgue digno de premiação”.
Estes prêmios se somarão aos troféus do Júri Popular e dos alunos da Oficina de Crítica Cinematográfica , que tradicionalmente escolhem o Prêmio da Nova Crítica .
O CEN 2009 também muda seu processo seletivo , no sentido de não determinar um número mínimo ou máximo de produções selecionadas para as mostras competitivas. Os cinco organizadores do festival , que compõem o Júri de Seleção , também trabalharão com a mesma liberdade do Júri Oficial para encontrar o número de filmes que mais se identifiquem com a proposta do CineEsquemaNovo.
Nas mostras paralelas , a produção do CEN trabalha para articular mais programações internacionais , a partir das primeiras e bem-sucedidas experiências do ano passado com “Body Rice”, do português Hugo Vieira da Silva, e “Loren Cass”, do norte-americano Chris Fuller. A idéia é valorizar filmes inéditos no País e em Porto Alegre , mantendo as regras que desde sempre orientam o CineEsquemaNovo: valorizar a criatividade , a inovação , a experimentação e a surpresa audiovisuais .
O CineEsquemaNovo – Festival de Cinema de Porto Alegre conta com a co-realização da Prefeitura Municipal de Porto Alegre , através da Coordenação de Cinema , Vídeo e Fotografia da Secretaria Municipal de Cultura , e apoio especial do Santander Cultural.
INFORMAÇOES PARA A IMPRENSA :
___________________
Sarah Goulart
Assessora de Imprensa CineEsquemaNovo - Festival de Cinema de Porto Alegre
MARIA CULTURA
55 51 3207 8463 / 51 9108.7621
imprensa@cineesquemanovo.org
sarah@mariacultura.com.br
quinta-feira, 28 de maio de 2009
sexta-feira, 1 de maio de 2009
o lamento do velho sarcástico
sábado, 25 de abril de 2009
amém
Agarrado ao novo e velho testamentos, aos salmos espalhados pela casa, repetindo a exaustão cada versículo de cada apóstolo, o velho resiste. Acorda e antes mesmo de sentir o calor do sol lhe cortar a pele, põe a mão na cabeça da velha esposa e perdoa-a. Ungido pela fé em Deus e pelo retrato da felicidade cravado na parede, o velho perdoa a velha esposa. Aceitou a troca dos olhos da cara por um punhado de moedas porque sabia da serventia das moedas. A visão ele não perdeu, nem mesmo depois de entregar os olhos da cara à velha esposa.
Quem olha através da janela pensa que o velho anda louco. Talvez esteja cada dia mais e mais lúcido, a despeito dos outros. Porque ali fora, onde o silêncio é esfaqueado pelo ruído, onde o orvalho envenena as plantas, onde o sol queima as retinas, onde a carne apodrece antes do recolhimento do corpo, onde o tapa na cara aniquila o amor, os outros são só uns vermes. O velho não teme pela virulência dos outros. O velho perdoa. O velho ama ao Deus Pai Todo Poderoso e desfere o perdão. Mais nada.
Não precisa de nada mais pra viver. Nunca precisou. Mesmo quando ainda ostentava os olhos da cara, o velho sabia desvendar os mistérios dessa vida. Trancafiado dentro de casa parece orar não só pelo afastamento de toda maldade que por ventura tente chegar até a sua casa, como também deseja livrar a Terra de todo o mal. Mesmo abraçado à glória de Deus, o velho não salvou ainda a sua velha esposa. Ela continua sua quermece com o coisa ruim. Não satisfeita em pedir os olhos da cara ao velho marido, a velha esposa anda tentando roubar-lhe a língua.
A noite, quando velho dorme, a velha esposa aperta-lhe as mandíbulas e tenta a todo custo arrancar a língua. Com cara de nojo, como se tivesse lambendo as costas de uma cobra enlamaçada, a velha cospe na cara do velho marido aquela ânsia toda. Nas duas vezes em que isso aconteceu o velho levantou-se da cama, fitou-a firme nos olhos e desferiu frases da sagrada escritura. Nas duas vezes, a velha caiu em sono profundo logo após o sermão de perdão do velho.
E por amor a Deus o velho segue amando a velha esposa. Sabe que é questão de tempo a entrega da velha. O velho não quer a velha em seus braços, porque isso ele a tem desde os 13 anos. Desde que o pai dela jogou-a na porta da sua casa. Desde aquela noite nervosa e vazia em que o pai depois de espancá-la arrastou a menina pelos cabelos e deixou-a ali, como um saco de batatas, de bruços, embebecida em álcool, sangue e raiva.
Desde então a menina, que virou velha, truçida o marido como se fosse o pai fodido. E o velho perdoa, porque acredita na remissão dos pecados e na vida eterna. Amém.
terça-feira, 14 de abril de 2009
quinta-feira, 9 de abril de 2009
novo jeito punk de ser
Nem por isso, nem mesmo por ser um guitarrista de banda punk, o Pubby se limitou a comer cachorro quente bebendo cachaça Pitu nas esquinas da vida. O Pubby virou advogado. Mais um dos bons homens desse país a lutar pelo cumprimento das leis. Mas como nem tudo na vida são códigos e normatizações, o Pubby resolveu dar um peitaço e virar dono de bar.
O Pubby não virou um "porco capitalista", ele cumpriu o principal lema do punk: Faça você mesmo. Como andava descontente com o perfil dos bares de Caxias, resolveu comprar um. Arranjou um sócio, o César Casara, do estúdio Alta Voz, e meteu o pé na porta. Casara e Pubby são os donos do Vagão.
Leia a seguir entrevista com o Pubby.
MUGNOLINI: Músico serve pra ser dono de bar?
PUBBY: Antes mesmo de ser músico a música sempre me facionou! Adoro a música! A forma que encontrei para unir prazer e trabalho era comprar/montar um bar, ou então um estúdio de gravação! A primeira opção apareceu antes, e abracei a oportunidade, e hoje posso dizer que sou mais feliz.
MUGNOLINI: Qual vai ser a cara desse novo Vagão?
PUBBY: Então, é inegável que alguma mudanças irão acontecer, e já estão acontecendo! Tanto eu quanto o César (meu sócio) gostamos muito de rock! Mas não fechado em uma única década! Ou seja, pretendemos fazer do vagão um bar de rock, mas aberto as várias tendências e ramificações do estilo! Inclusive as mais atuais! Entendemos que dessa forma o bar vai se perpetuar por muito mais tempo!
MUGNOLINI: O que te incomodava antes e como vai ficar?
PUBBY: Na verdade eu pouco frequêntei o vagão antes de adquiri-lo! Não existia algo que me incomodava nele! Acho que uma das coisas que pretendemos manter é a estrutura que o bar oferece, melhorando em alguns quesitos como camarin novo, sistema de som e iluminação nova, o atendimento, e o clima de respeito às diversidades.
MUGNOLINI: Lembro de no passado tu ter criticado duramente o Vagão em uma ocasião, inclusive com coisas no Orkut, se não me engano. Comprar o bar foi botar a tua cara pra bater?
PUBBY: Realmente, tive um problema com o proprietário anterior, ele estava começando a tabalhar na noite, e talvez a forma com que se desenrolou o ocorrido ficou desastrosa para ambos os lados, mas hoje jogamos futebol jutnos toda segunda-feira e acredito que superamos os problemas, também acho que tanto eu quanto ele aprendemos a conviver melhor com as diferenças. E sim, eu sempre fui uma pessoa que gosta de externar opiniões, e quando se faz isso há um preço a ser pago! Mas eu acho que vale mais falar o que se pensa, sabendo que poderá haver críticas em sentido contrário, do que passar a vida toda sem ter opinião própria.
MUGNOLINI: Comprar um bar é uma atitude punk?
PUBBY: No meu caso era algo previsível! Explico, como desde pequeno a música sempre teve um papel fundamental na minha vida, era de se estranhar que minha "profissão" não fosse, de certa forma, vinculada a ela! Pra mim, ir para ao bar não é um trabalho, é uma realização! E viver do que eu mais gosto na minha vida: música!
MUGNOLINI: Que tipos de banda vocês querem tocando no bar?
PUBBY: Isso ainda estamos estudando! O problema é que tu abstrai o gosto pessoal e passa a pensar como um negócio! Tem que ir atrás de bandas boas, mas ao mesmo tempo tu não pode abrir mão do público que fez a história do Vagão e que talvez não vá entender uma mudança radical na direção do bar! A princípio estamos com uma agenda bastante variada abrangendo vários estilos possíveis, desde o metal até o pop tradicional! Acreditamos que dessa forma vamos conseguir trazer diferentes tribos para dentro do bar, em diferentes dias, sem transformar o bar em apenas uma coisa! O que queremos é um bar de música boa! Dentro do pop/rock.
MUGNOLINI: Tu acha que o bar pode vir a ser o lugar que vai dar conta de dar oportuinidades às novas bandas?
PUBBY: Espero que sim! E se não for assim eu estou traindo a mim mesmo! Por isso já começamos a abrir nas quintas-feiras! Sei que o melhor para uma banda é mostrar seu som na sexta ou no sábado, no entanto, em se tratando de negócios, para que o bar possa dar chance para bandas novas é necessário que ele fature mais para cobrir os dias de menor movimento, infelizmente estes dias são ocupados por bandas novas, pois ainda não tem público, muitas vezes não são tão boas assim! Por isso a quinta-feira é uma aposta nas bandas novas da cidade! É um dia a mais que o bar abre para que as banda comecem a ter cancha, palco, e estrada, para amanhã ou depois vir a se tornar uma referência.
MUGNOLINI: E os consagrados? Que antes iam tocar no Revival terão espaço também no Vagão?
PUBBY: Bom, tudo depende! Não podemos transformar o Vagão no Revival! Essa é nossa atual política! O Revival foi um marco na cena musical caxiense, e tem que ser respeitado e lembrado para sempre dessa forma. O Vagão re-começa com uma nova política! Uma nova forma de ver as coisas! Se ele irá se tornar um ponto de efervecência cultural só o tempo dirá! Com relação as bandas, aquelas que nós entendermos que tenham o perfil que pretendemos para o bar, terão espaço garantido! Mas é importante lembrar que para uma cena realmente existir, não podemos viver só do passado, temos que contruir o novo!
MUGNOLINI: Como dono de bar e músico, qual banda tu sonha ter no teu bar tocando?
PUBBY: Pergunta difícil! Tem muitas bandas que eu gosto que poderiam tocar no bar! Essa eu vou ter que pensar mais um bom tempo pra te responder!
MUGNOLINI: E a pergunta que não quer calar, o Esqueleto vai ser o RP (Relações Públicas) do teu bar?
PUBBY: O Esqueleto já é o RP do vagão!!! huahauhauha... Não que isso seja bom! Mas enfim! Na verdade, já temos notado que os frequentadores do bar notaram algumas diferenças e já estão aprovando nossa administração! E isso é o que queremos, que as pessoas se sintam bem lá dentro! E que lá seja um local para ir e se divertir! Derreter no calor do rock!
NOTA DO MUGNOLINI: Ao final do e-mail Pubby desculpa-se por ainda não ter feito nenhuma foto sua lá dentro do bar. Aliás, nenhuma ainda publicável... E termina assim o e-mail: "Escrevi na correria, desculpa os erros de português que certamente vai ter! huahuahuahua... Agora ficar na frente do pc ficou complicado! Muita coisa pra resolver!!! Abraço mugnol!!! Vê se aparece lá no vagão!!! Ps.: temos ypioca!!! ;o)".
sexta-feira, 27 de março de 2009
sangue de um poeta
Jean Cocteau está para o cinema surrealista assim como Rambo está para o cinema acéfalo. Enquanto Stalone provoca risadas patéticas enquanto se assiste ao coitado do Rambo fuzilar a polícia norte-americana, Jean Cocteau desvela a poesia através da imagem. Num momento em que cinema se resume a um emaranhado de bombas explodindo aqui e a li, ou um cinema verborrágico, em que a palavra assume um papel mais importante do que a própria imagem -cerne do cinema-, Cocteau deveria reaparecer com toda força e imponência.
Cinema pro Cocteau é imagem. Jogo de imagens dialogando, mesmo que em muitos momentos pareçam sem sentido ou fora de lugar. Mas é que pro Cocteau e alguns poucos cineastas, cinema é poesia, é risco. Não deveria ser um encadeamento lógico e ritualístico. Cinema deveria ser o discruso de um demento, quase altista talvez, desferindo suas emoções pra quem quisesse ouvir. Mesmo que a imagem de amor pareça desalento; ou mesmo que o pudor seja confundido com penitência.
Cinema pra gente como o Cocteau é poesia. O resto é bobagem. Mesmo dentro de um universo de sentidos denominado surrealista, Cocteau vai além. Desaparece depois de lançar-se para dentro do espelho, como nesse trailer de "Sangue de um Poeta", lançado em 1930.
Cinema é risco, sempre. E talvez por isso mesmo Cocteau nos aproxime da vida mais ainda do sentido da vida, mesmo que seus filmes aparentemente nos conduzam pra longe da vida.
quinta-feira, 26 de março de 2009
quanto vale...ou é por quilo?
O Sérgio Bianchi é taxado por muita gente de um pé no saco, um cara chato...hipócrita de meia-tigela, um FDP...e por aí vai. Eu acho ele um cineasta necessário. Explico, o cara faz filmes recheados de crítica social, mas nada parecido às aulas de OSPB ou de Moral e Cívica. Bianchi é faca na bota. Mata a cobra, mostra o pau e mostra os FDP que tirara a cobra de seu habitat natural e enfiaram a cobra dentro da sopa da tua vó.

