terça-feira, 14 de outubro de 2008

música de hoje

Ando cantando ela como se fosse um mantra.

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

chove

Enfim chove aquela chuva de lavar a alma, como dizia meu avô. Chuva que atravessa o solo quente e seco e vai molhar a seiva. Não é chuva forte, de destruir. É chuva intensa, de alimentar a vida.

E exatamente às 18h35min...mesma hora em que meu pai faleceu, mas dois dias depois, eis que rompe dos céus um raio, sem aquela estrondosa trovoada. Só o raio que iluninar o céu, bem próximo da janela aqui de casa.

Já é noite nessa primavera estranha com cara de outono. Mas não é noite vazia. É noite de seguir em frente. Noite de passar por mais uma nova etapa da vida. Vida que muda de sentido. Aliás, muda o jeito de ver as coisas e por isso muda o sentido.

segunda-feira sem sol

Acordei com uma estranha sensação. Meu pai se foi, mas já está aqui. Na verdade, mesmo quando estávamos distantes, sempre sentia ele por perto. E agora tenho a mesma sensação. Ele tá distante, em algum lugar que desconheço, mas sei que é perto de Deus, e mesmo assim sinto ele pertinho, cuidando e zelando por todos os passos.

A despedida em um velório nunca é fácil. Mas sabe por que foi tranqüila? Porque todas as pessoas (e tinha tanta gente, que só demonstra o quanto ele era uma pessoa querida e amável) só diziam coisas lindas sobre meu pai. E tanta gente que nunca vi na vida. E tanta gente dizendo coisas que me emocionaram. E tantos dizendo que ele havia sido um pai pra eles. Me sinti com ainda mais orgulho do meu pai. E eu que achava que já sentia tanto orgulho por ele. Senti ainda mais.

Tantas flores que chegavam e não cabiam na sala. Tantas homenagens. Tantas pessoas dizendo que é cedo, que ele tinha tanto por fazer ainda aqui, mas todos venerando a vida do meu pai. Todos orgulhosos de terem convivido com o meu pai. Todos exaltando o homem batalhador que ele foi, que nunca se deixou abater por nada nessa vida, não tinha inimigos, nem desafetos. Porque não guardava mágoa de ninguém. Nunca.

Foi bonito ver como pessoas de "mundos" tão diferentes foram lá ver meu pai. Tinha desde um motorista de camninhão da antiga empresa que meu pai ajudou a transformar em uma das mais importantes do país, passando pelo pintor da nossa casa, chegando até ao presidente da CIC. E no meio disso tudo, cineastas, empresários, artistas plásticos, cientistas, advogados, professores, DJs, políticos, gente que bota a mão na massa, jornalistas, médicos. Acho que só não tinha astronauta. Mas gente que vive no mundo da lua, sim.

Como foi bom ter sentido só olhares de gratidão e de amor. Muitos de saudade, que vai ficar pra sempre. Pai, fica bem ao lado de Deus. Estamos bem por aqui. Eu já vejo tudo diferente. Quase nada mais faz o mesmo sentido de antes. Obrigado por mais essa lição de vida, e em vida. Amar o que se faz, é uma delas. E como diz o tio Castilhos, pai do Rica:

- Só segue o exemplo do teu pai, mais nada. Só segue o exemplo dele.

Obrigado por tudo, a todos.
um beijo

Até logo.

domingo, 12 de outubro de 2008

rèquiem

"É tão estranho
Os bons morrem antes
Me lembro de você
E de tanta gente que se foi
Cedo demais"


As frase são de Renato Russo, mas cabem agora, dentro dessa madrugada veloz, como uma luva. Parece terem sido escritos para o dia de hoje. Parecem ter sido escritos para o Cláudio, o meu pai-herói. Foi cedo, bem mais cedo que desejávamos. Mas se foi cedo é porque fez aqui muito, mas muito mais do que quase todos. E se foi cedo é porque fez tudo o que tinha pra fazer, e fez BEM FEITO.

Amou com mais intensidade e entrega do que qualquer poeta um dia sonhou. Foi cedo. Talvez cedo pra gente. Não pra Deus que ansiava pelo dia em que pudesse enfim conhecer o maravilhoso Cláudio. Deus estava louco pra conhecer o homem que, na sua simplicidade, transformou não só a sua vida, mas a vida de muita gente.

Cláudio semeou aqui o que muitos jamais sonham existir. Meu pai fez aqui o que muitos sequer imaginam que é possível de se fazer. Meu pai não é só talvez o último romântico, mas quem sabe um dos últimos humanistas, na essência da palavra.

Pois é, Deus só podia querer conhecer logo esse filho que teve uma missão tão linda aqui na Terra. Pai te amo. E fico tão feliz de ter podido dizer isso tantas vezes e sempre com convicção e olho no olho. Até o último minuto, com aquele brilho lindo no olhar. Brilho que dizia até logo, meu filho.

A benção, pai.

Com amor, teu filho.

sábado, 11 de outubro de 2008

semadura

Aquele céu quase azul. Quase céu de brigadeiro se foi. Voltou a chover, a fazer frio. Voltou a estranha densação de gosto ruim na boca, de leite talhado. Voltou aquela apatia no ar. Através da mesma janela não vejo hoje o Guaíba. Não teremos hoje o belíssimo pôr do sol. O sol já se pôs mesmo antes de nascer. Pelo menos hoje foi assim. O sol não veio, talvez tenha ido brilhar noutra janela.

Uma neblina tímida vem surgindo lá do horizonte. Parece realmente refletir o que sinto. Parece trazer a incerteza pra perto de mim. E a cada minuto que passa essa neblina vem se aproximando. Vem pra mais perto de onde estamos. Mas não tenha a sensação de que essa neblina só traz coisas ruins, ou só a incerteza do que vem com ela. Muito menos tenho a sensação de que ficarei cego debaixo dessa neblina.

Não mesmo. Essa neblina talvez seja só uma cortina. Quem sabe um portal? Vem pra iluminar e não cegar. Vem pra irradiar a paz, não semear a discórdia. Vem pra nos dizer o quanto somos só uma pequenina parte dessa imensidão. Vem pra nos dizer que sozinhos somos só partículas quase sem sentido, quase sem importância. Vem pra nos dizer que juntas, todas as partículas reunidas, somos essenciais uns para a vida dos outros.

O amor não é tão visível quanto a neblina, mas existe dentro de cada um. Resta saber quem teráo poder de semear o amor, em prol da sobrevivência de todos nós, e quem terá a safadeza de semear a discórdia, para o derradeiro fim de todos nós. Só sei que meu pai sempre semeou o amor. Ama com bondade. Ama com um desejo tresloucado de vida. Ama porque sabe que o amor não serve só pra ele. Não serve só pro bel prazer dele. Ama porque amar amplia assim a vida de todos. De todos nós. Meu pai ama e distribui amor em cada minuto, porque sente que assim agrega a todos. Porque o sentido da vida do meu pai sempre foi doar-se para o bem comum. Para o bem de todos.

E que assim seja, por todo o sempre. Amém.

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

quase céu azul

A mesma paisagem. A mesma copa das árvores. Os mesmos prédios. A mesma ponte sob o mesmo Guaíba de sempre. Aqui de cima não se percebe a correria, os carros atravessando sinais fechados. Muito menos o discurso de vitória ou de derrota desse ou daquele que como sempre acaba se perdendo na própria confusão dos dias. O que resta do discurso é sempre nada. De qualquer discurso, é nada.

Os dias cinza se foram.

Um outro novo avião rasga esse céu quase azul. Seria mais azul não fosse essa fina camada de nuves que mantém os dias quentes. O avião passa longe demais pra eu saber se nele viajam vencidos ou vencedores. E vencer é uma palavra tão estranha. Vence quem se mantém vivo? Ou vence quem compra a vida? E quem compra paga em dólar? Ou paga em outras vidas?

Não sei e ando cansado de filosofia. Ando cansado de estatística. Ando cansado de exame de tomografia, de radiografia e cansado de ouvir falar em morfina. Ando cheio de vontade de falar de amor. Amor que sorve do peito de quem anda a pelo menos um andar acima da ignorância de sentir-se vivo só porque ganhou um jogo de truco.

Porque a maior lição de vida que aprendi com meu pai é: "Faz o que tu ama. E te entrega de coração. O resto é conseqüência".

É quase 13h. E continuo ouvindo a Giulietta Masina. Me disse ela antes de começar a tocar, que o importante da vida não está no que de mais expressivo se apresenta, mas no detalhe mais singelo e aparentemente banal. Porque é nessa hora que brota o amor. Ironicamente, no momento menos revelante do dia. Por que será?

Porque o que importa precisa ser bem acondicionado e bem preservado.

Agora chega de papo. É hora da canja, saborosa canja de galinha. Parece que o gostinho da canja levou meu pai de volta lá pra casa.

la strada

Lembra da Giullieta Masina em "La Strada", de Federico Fellini? Alguém aí podia dizer pra ela que eu gostaria muito de ouvi-la tocar o tema do filme?

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

bom te ver, sabiás e bem-te-vis

Antes mesmo do primeiro sinal de novo dia, e ainda sob o silêncio da madrugada, quase manhã, naquele instante entre o cessarde ruídos da cidade e o sono profundo dos passarinhos, fui acordado de um jeito tão simples, e por isso mesmo sublime:

- Oi, filho...que bom te ver aqui...

Não fiquei comovido só pelo instante, mas fiquei comovido porque é recorrente esse carinho. Desde que nasci só tenho lembranças singelas do meu convívio com o meu pai. Passei com ele por todas as fases dos mais famosos comerciais de telvisão que emocionam a todos. Verdade, pode lembrar de qualquer comercial em que se podia ver um pai e filho felizes, era como se fosse na minha casa. Por isso eu sempre chorava de emoção, e sempre recebia um abraço apertado.

Naquele tempo, se eu caísse de bicicleta meu pai tava ali pertinho e me ajudava a levantar, se eu levasse uma porrada no futebol, meu pai ensinava a driblar melhor e fazer finta pra escapar da falta. Agora é um novo tempo. Tempo de me dedicar mais a ele, da mesma forma com que meu pai se dedicava a mim e a minha irmã. É hora de pagar, com amor, as madrugadas de sono que tirei dele, as tardes de sol que ele passava comigo, os domingos de futebol, que ele me levava pra jogar. Agora é a minha vez.

Durante o café da manhã, enquanto meu pai pedia silêncio pra ouvir o canto dos sabiás e bem-te-vis, comecei a preparar o sanduíche dele. Estavamos de costas um pro outro. Ele na cama, eu numa mesa. E me deu a impressão de que eu estava sendo vigiado. Pensei que meu pai estivesse cochilando, mas na real, estava me fitando, com um sorriso cativante. Me olhou e com os olhos cheios de amor, disse:

- Quem bom te ver aqui meu filho...

Me aproximei.

- Bom te ver também pai...

E o pouco que conversamos ali, numa troca de 2 ou 3 frases cada um será inesquecível. Mas não diz respeito, pelo menos por hora, a mais ninguém.

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

dia cinza

Amanhece na capital. Porto Alegre não combina com dias cinza. Não combina com o vento frio rasgando o pescoço. O sol parecia que sairia, aparecia entre as nuvens um tanto tímido, mas logo tratou de esquivar-se e voltar pro lugar de onde veio.

É tão estranho. Mas a vida sempre nos devolve ao lugar de onde viemos. Num dia somos quase nada, menor do que uma semente de girassol. Noutro dia, voltamos a nos sentir menores do que um grão de areia. E não tem nada mais piegas ou professoral do que passar o dia escrevendo sobre nascer e morrer. Mas quando se pára pra pensar e se percebe que NADA absolutamente NADA faz sentido sem nascer e morrer, é que nos damos conta do significado disso tudo.

Voltar pro lugar de onde viemos... E cada um pensa num lugar diferente. Alguns com fé, outros racionalidade. Todos estão certos. Nem assim vai ter sobrevida.

É um dia cinza. Aquele cinza carregado com as cores da melancolia. Da apatia. Da vaguidão. Sabe aquele dia que teima e persiste, mas parece não deixar saudade mesmo antes de findar o dia? Pois é assim mesmo que esse dia se apresenta. Sem o perfume da primavera, sem o calor gostoso e acalentador do sol de manhã como outra qualquer.

A beleza do dia ainda existe. Mas é preciso desviar o olhar dessa teimosia dura e fria que se insinua. É preciso tentar ver ali na frente, aquele passarinho singelo levando comida pra seus filhotes. É preciso tentar ver logo adiante, aquela senhora de rugas bem expressivas atravessando a rua com o leite e o pão debaixo do braço. É preciso se deixar levar pelo garoto que passa de um lado ao outro balançando no balanço. Lança-se ao vento como se não houvesse dia ruim, como se o cinza fosse só a ausência de mais cor. De um azul irradiante, que ele consegue produzir com seus lápis de cêra.

Tudo continua ali, do mesmo jeito, como ontem. O que difere é o tempo de sentir as coisas. O mesmo arranha-céu dialoga com a rua movimentada cheia de gente fissurada com suas vidas aceleradas. O mesmo semáforo marca, religiosamente, verde-amarelo-vermelho. Não muda sua rotina por nada. Nem mesmo depois da morte. Muito menos antes. Não é o sinal que determina o fim ou começo de uma nova vida. É a nossa vida estranhamente atribulada, cheia de encontros e desencontros.

O tempo de matar o tempo...

Nesse vai-e-vém de gente dispersa, de gente paranóica, o mundo gira na mesma velocidade de sempre. O que anda mudando é a nossa percepção desse tempo. Porque o tempo de um sinal abrir e fechar é o mesmo que dura um comercial de calcinha ou de sabão em pó. Só não pode ser esse tempo esguio, de 30s, o tempo de amar. O tempo de dizer "eu te amo". Porque pra dizer "eu te amo", com a certeza cravada no gênese da pureza; pra dizer "eu te amo" com o coração ofegante de compaixão; pra amar com amor infinito posto que é chama, é preciso ter sido amado antes.

Não faz frio, nem chove. Mas a sensação dentro de mim é de uma chuva fina, intermitente, enjoativa, apática e sem gosto. Na garganta fica só o gosto amargo de um tempo que parece se esgotar. E infelizmente esse tempo não será renovado com nova bateria vinda da China. Não ainda. Quem sabe num dia desses em que teremos menos fuscas pelas ruas e mais espaçonaves como nos desenhos dos Jetsons. Enquanto isso, resito acreditando no poder do amor. Sem contra-indicações. Não esse amor que se vende em músicas baratas de comercial de televisão, como Jota Quest. Mas amor de berço, amor que nasce antes mesmo do primeiro sorriso, antes do primeiro beijo, antes do proimeiro abraço de pai.

Olhando melhor, nem parece que o dia tá cinza, tamanho brilho que irradia do olhar do pai. Freud não explica que eu ainda tenha um pai-herói aos 32 anos. Não só tenho (e esse sentimento é eterno e existirá mesmo depois da morte) como vou alimentar rumo às novas gerações. Já vejo melhor o brilho terno que emoldura as nuvens lá do alto. Deve ser o poder desse amor todo, né pai?

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

meu bigode vale ouro

Pronto. Depois do ócio, vem a derrocada da palhaçada. Agora chega de passar dias e noites clicando o nada em Ampurdan, ou ver velhas dirigindo motocicletas em Las Ramblas, ou assistir ao padeiro doente amasando pão-de-ló em Lousanne. "E vão tudo tomar do cu", como dizia a tia Julieta que não tive o prazer de conhecer. Um brinde, tia.

Acordei depois do sol nascido. Cocei pela última vez no dia a barba remoída, amassada de tanta apatia, e saí por aí. Chutei uma lata de cerveja amassada e tomei o primeiro buzão.

- Qual a última parada?
- Garagem Ópera... - respondeu a cobradora, como se fosse cuspir o palito de dente.

Pulei ainda antes. Louco pra raspar de uma vez a barba e deixar só o bigode. Entrei no Salão Fosper. Pra quem não conhece é um belíssimo exemplar de um antigo salão de barbeiro. Três cadeiras velhas, três espelhos velhos, três pias velhas e três generosos e coroas barbeiros. Não tenho barbeiro preferido. Vou sempre no que estiver desocupado. Mas confesso que tenho muito medo de pegar piolho.

Máquina zero na barba e no cabelo (ou o que ainda resta do cabelo).

- E o bigode?
- Pode deixar, só apara perto da boca.
- É bonito bigode, né? Minha mulher chorou quando cortei.

A minha vai chorar quando me ver de bigode. Mhá... vamo que vamo.

Enquanto a barba e o cabelo corriam pelo avental de nylon, eu ouvia uma jovem promessa da música gauchesca, caxiense, cantarolar na Rádio Difusora. Maiquinho do Acordeom. É o nome do sucesso. Só espero ansiosamente para o garoto ser descoberto pelo Raul Gil.

Depois de borrifar talco antiséptico no meu cangote, o Zé, o barbeiro (não o nosso prefeito), me cobrou 10 mangos. Ê belezura. De cara lavada e bigode. Agora não tem pra loco. É nóis no DVD. Não caminhei nem 10 quadras e vejo o RODRIGO tomando sorvete na Sorvelândia. Depois a gentalha sou eu, careca e de bigode.

Hoje só amanhã.
Fui comprar condicionador.

terça-feira, 30 de setembro de 2008

festa de niver

Ainda bem que só foi quem tinha CONVITE e SENHA.

Enfileirados estavam ociosos trabalhadores da noite, malucos, destrambelhados e toda sorte de gente abençoada por Deus e bonita por natureza, todos com lenço e documento (morte ao Caetano), cujos olhares vislumbravam mais do que um bride, mas 13 motivos para me dar os parabéns pelos meus 23 anos.

Pra começar cheguei atrasado. Fui multado por excesso de velocidade quando atravessava a Júlio de Castilhos empinando a minha moto RDZ 135. Paguei a multa com 13 reais e segui meu caminho ao bar. Quem me esperava na porta? Meu amor, sublime amor, com um beijo ardente pra venerar nosso passsado e nos lançar rumo ao futuro.

Tava tudo dominado quando adentrei pelo bar Berlim. Velas gigantes em cada mesa, pessoas bacanas e descoladas me abraçando. Glamour recheado com purpurina. E olha que até tinha gente que se veste como um jovem lorde inglês, inclusive com sapatos italianos, mas bebeu caipirinha como água da bica.

Felizmente eu tinha reservado torta de Marta Rocha meses antes da festa. Porque festa boa pra CARAMBA (como diz o Maneka) é garfear aquele merengão no meio do bolo todo lambuzado de creme e ameixa. Hmmmmmmm...dilícia. Mas a alegria da festa era mesmo a mesa dos doces. O preferido e que acabou antes mesmo de eu adentrar na festa, foi o docinho de amendoim, feito com toda a destreza do mundo pela Grazi, a futura MAMA TÁLIANA.

Cervejas importadas eram distribuídas aos CONVIVAS como se fossem pirultos às crianças famintas. Tinha de todas as procedências, cores e odores. Desde a clássica cerveja das montanhas geladas da romênia, a Grylhwstynz, da Romênia, até a famosa cerveja preta Pavlatonduras, da Grécia. Como antepasto, saboreamos lagostas descascadas por mãos delicadas de anãs albinas e virgens, que moram no convento Luz e Som, ali em Loreto.

A trilha sonora da festa foi selecionada por 13 DJs, numa seletiva realizada no Bar 13. O Mono, o DJ, filho de Jesus perdeu. Ganhou o Lissa, que organizou a melhor seleção de música ELECTROBARROCA, tipo de música rara que só gente descolada ouve. A coletânea se chama MUGNOLINI COLECTION. Do começo ao fim da festa a alegria tomou conta da pista que estava recheada de gente CONTEMPORÂNEA e muito blasé. A iluminação da festa também estava um luxo. Quem montou a parafernalha de dezenas de luzes coloridas e ESVOAÇANTES foi a trinca Janete, Duda e Geraldo.

Mas, no meio da ZOEIRA, quando ninguém mais enxergava nada, nem mesmo a pulga atrás da orelha, eis que surge a nossa salvação. Além do 13, claro. Nossa salvação foi a coleção RARA de AMBERVISIONS. Quem não sabe que óculos maravilhoso é esse que vá se informar. Aqueles lentes amarelo-ovo deram o tom IN da festa mais BACANA das últimas primaveras desta cidade CAPITAL DA FRUTICULTURA.

Hoje só amanhã porque na terra de quem tudo copia, a única novidade é o Pepe. Por isso, não esqueça, é 13.

Daqui a pouco choverão fotos feitas na festa de arromba, sem Roberto, mas com muito Erasmo Carlos.

Fui comer galeto lá na minha vó.

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

vaia de bêbado não vale




O Opala é uma lenda. Duvido quem não tenha uma boa história de vida associada ao moderno veículo, que parece uma caixa de sapato. Num Opala, sempre cabe mais um. Além disso é um carro robusto, forte, imponente. Não tem uma gatinha que resista a um cara de Opalão, ainda mais com vidro FUMÊ e som DAHORA.

Dia desses, o repórter-fotográfico MANEKA clicou esse Opalão aí da foto. Maneka é FÃNZÃO da banda MUSICAL REENCONTRO. Banda de sucesso de Caxias, CAPITAL BRASILEIRA DA FRUTICULTURA. Nos disse o produtor da banda que por causa do TÍTULO de CAPITAl, o MUSICAL REENCONTRO está com a agenda lotada até novembro. É show dia sim e outro também. Pra alegria do Maneka, AUSPICIOSO fã da banda.

A batida no Opalão? Não é nada, na real parece que tá batido porque a foto tá fora de foco. SÓ ISSO.

E como diz a letra da música da banda:

"Lambe, lambe, lambe e desembaraça o meu coração..."

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

sexy como beiço de velho



Fácil, EXTREMAMENTE fácil, só com Djavan.

Seguindo de carro pela Rota Romântica, eis que ouço, de rompante, uma música suave, doce. Deve ser Djavan. E era. Aí, do alto da minha capacidade ANALÍCTICA e PSEUDO-INTELECTUAL, disse:

- É só botar Djavan pra ver calcinha no chão. É o melhor tipo de música pra transar sem fazer muita força nem gastar muita lábia.

E sabe por quê? Olha bem pra LAJE do DJHavan...é ou não é um cara sexy? Ainda mais com essa flor no peito... E depois o brega é o Falcão.

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

vamo lá gauderiada da buena!

Ó, essa é pra quem acha que em Galópolis a única atraçao que resta é ver Faustão em família. Mas olha que seria só isso mesmo não fosse o belíssimo trabalho do grupo Matéria Prima. E dê-lhe gaita!



RELEASE OFICIALLLLL

Te aprochega vivente!!!
Tu tá convidado a participar do Terceiro Sarau Gaudério.
O palco estará aberto a quem quiser cantar, declamar, contar causo e até mesmo ensinar a cevar um bom mate.
O bochincho é no Bolicho do Ratão, lá pras banda de Galópolis, dia 13 de setembro de 2008, às 20h30min.
A entrada é franca pois o rancho não tem tramela.
E mais, o arroz-de-carreteiro é por conta da casa.
Que barbaridade! Este furdunço vai ser muy buenacho!

http://materiaprimagalopolis.blogspot.com/

lá de loreto

Tem boa nova que vem lá de Loreto. Parece, parece, que vem de lá a nova perspectiva de CAXIAS vir a ser a ETERNA CAPITAL DA FRUTICULTURA. Porque é só andar pela cidade e ver como têm hortas espalhadas nos quatro cantos. Ali na Praça Dante, vi outro dia uns passarinhos comendo as sementes de radicci que vão plantar ali para que brotem até a Feira do Livro.

Vi ainda pelos canteiros da Júlio de Castilhos robustos rabanetes e repolhos. Eta cidade maravilhosa, berço esplêndido a todas as diferentes CULTURAS VEGETAIS. Quem diria, na mesma horta em que vi repolho, vi florescer girassóis. E parece que nos muros do Aeroporto já crescem e se reproduzem centenas de CHUCHUS. De tão formosos os turistas da cidade andam tirando fotos ao lado dos CHUCHUS. Levarão da cidade CAPITAL DA FRUTICULTURA o seu maior legado.

Quem diria, hein?!?

Enquanto isso, o mago, o louco, o gênio, está em casa, trancafiado com suas maestrias. Anda ávido por um segundo de lucidez. Não dele, mas da cidade, em ouvir pelo menos uma de suas músicas. Boa noite e boa sorte, Oscar.

novidades do UNIVERSO cinematográfico cassiensse

Ó... só pra não espalharem por aí que eu não escrevo mais sobre cinema.

O Vazio Além da Janela, de Bruninho Polidoro, foi selecionado para o Festival Santa Maria Cinema e Vídeo, que ocorre em novembro.

E, a animação A Noite do Sanguanel, dirigido por Janete Kriger, com desenhos de Vivi Pasqual e roteiro de Nivaldo Pereira, ganhou o prêmio de melhor animação no VI Festival Guaçuano de Vídeo.

E vamo que vamo porque o porco ainda vive.

sábado, 6 de setembro de 2008

dia de comer morangos, morangos mofados



Hoje é dia de comer morangos. Morangos mofados. Acomodados em um prato lindo, de prefência de porcelana. Tudo muito chique e ao mesmo tempo muito clean. Mas é preciso lembrar de reservar em um pote, aquele líquido viscoso e melequento que sorve à vontade das lesmas espalhadas pelo jardim. Porque o velho mudo, quase cego, atrofiado na cadeira de balanço aguarda apenas o último suspiro da vesguinha. E não haverá lucidez sem um pouco de demência. Como não haverá um dia melhor sem uma perna amputada. Por isso, não tenha medo, crave o garfo no morango mofado e mastigue-o pacientemente. Sinta o sabor ocre, sem pecado, da fruta amarelo-podre. O tempo da morte é sempre menor do que o tempo da ingratidão.

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

o que pensa cada fanático

Recebi por e-mail da World Press uma pesquisa fabulosa. De tão fabulosa até o Paulo Sant'Anna um dia desses deverá tecer comentários esfumaçados sobre o mesmo. Antes dele, e do Lauro Quadros, ou antes mesmo do Flávio Alcaraz Gomes (meu ÍDALO) citarei os melhores trechos da pesquisa.

O Instituto FBCX da Irlanda submeteu 1,5 mil pessoas, durante 3 anos de árdua pesquisa. Queriam saber o que pensam os fanáticos de diferentes gêneros musicais.

Metaleiro: Imagina que a mãe está no centro do universo. Geralmente tem bons modos, é inteligente e dedicado, diferentemente do que versa o senso comum. São tímidos e mesmo quem ama uma guitarreira louca não vai pra cama sem antes ouvir Wagner ou Bach.

Pagodeiro: Diz pra toda garotinha que fez uma canção especial pra ela. Diz pra toda a galera que foi o primeiro a comer a filha do dono da padaria. Não dorme sem antes beber umas Brahma, rezar pro Zeca Pagodinho ou vomitar na pia do banheiro do bar do vizinho.

Funkeiro: Só pensa no rabo da vizinha. Quando lembra respira. Quando dói, passa gelo. Quando sente medo, usa uma AR-15 pra meter bala em todo mundo.

Jazeiro: Pensa que o mundo gira ao seu redor. Só come o que tiver nome francês ou abusa do exotismo. Desconhece heróis nacionais, e limita-se a bocejar quando o Hino Nacional é tocado ou cantado. Os filhos de jazeiros não aprendem a falar, eles se comunicam através de instrumentos de sopro. Todos os casamentos entre amantes do jazz acabam num bar, ao som de Miles Daves.

Blueseiro: Cerveja é o alimento do corpo, mas os solos de BB King, o alimento da alma. Todas as noites o blueseiro fanático engole três hambúrgueres acebolados e encharcados de catchupe. Todo blueseiro é magrinho até os 12 anos. Depois, passa a engordar e a pegar todas as mulheres daqueles bares de terceira categoria, como sinucas, puteirinhos de beira de estrada e toda sorte de apartamentos sub-locados fedendo a Alfazema de Flores.

Bossanovista: Egocêntrico até não dar mais. Pensa que o sol e a lua giram ao seu redor. Têm coordenação motora fina deficiente. Não conseguem assoviar e comer chiclete ao mesmo tempo. Têm imensa dificuldade em cantar afinados, por isso a insitência em cantar numa nota só. Têm desprezo por gente humilde (pra não dizer gente pobre) e se beneficiam da ingnorância alheia para espalhar mundo afora que João Gilberto é Deus. Na verdade, escondem que João Gilberto tem dificuldade motora e por isso toca algumas notas em contratempo.

Well, outro dia listo outros fanáticos de estilos como reggae, música erudita e rock farofa.

Fui comer salame e beber vino de colônia.

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

o zimbabue é aqui

Dizem por aí, que o Caetano Veloso será enrabado pela Courtney Love. Só espero que seja sem KY. Será lindo ouvir a guitarreira de Seatle ressoando nas entranhas do pai do embromeixon brazuca. Só acho ainda que o Caetano anda perdendo tempo com a música, ele deveria ser presidente. Não do Brasil, lógico. Mas presidente lá na Romênia.

Caetano para presidente da Romênia. E Gilberto Gil para Ministro do Nadeixon Novesfora. E sabe que o Ligeirinho poderia ser o Conselheiro Mór do Caetano? Sério. Não tô brincando. O Ligeirinho e sua filosofia e semiótica podem ensinar Caetano a entender que mundo é esse. Aliás, entender de uma vez por todas o que diz a letra de "O Haiti não é aqui", porque ele canta, mas ainda não entende. É sério. Ele, o próprio, já me disse isso uma vez.

Voltando a enrabada, Courtney Love vai levar essa. E muitas outras. Quem comeu o próprio marido, sem KY, e ainda tomou dele a grana, vai fazer muito pior com Caetano. Não vai restar nada dele, nem mesmo dinheiro para pagar direito autoral ao Peninha e tantos outros. Caetano vai ter de lamber o pé do Tom Zé...só pra não perder a rima pobre. Ô pobreza essa Caetano.

E viva a Sanidade da Liberdade Irrestrita e sem Farinha de Mandioca. E tenho dito.

Fui comer sagú.

pesquisa

Segundo a pesquisa PASSEIORRODO o vereador LIGEIRINHO terá um milhão de votos em Caxias.

Como diz o mala da TV: "É bom esse Ligeirinho".

Fui

terça-feira, 26 de agosto de 2008

direto da boca do lixo



Não adianta, mesmo longe de Caxias, do RS e do Brasil, os cabra-macho acabam me encontrando. Acabo de receber um e-mail do saudoso músico e tresloucado artista gaúcho, o Sr. Egisto Dal Santo. Quem não conhece o rapá deveria se informar-SE logo, urgentemente. Porque de nada adianta saber quem escreveu "O Quatrilho" se não souber quem é Egisto. Se não souber onde pesquisar sobre o artista vá perguntar para o Jorge de Jesus (o Mono DJ).

E não é que o Egisto virou agora escritor? Vai lançar o primeiro livro, chamado "Notas de Viagem", quinta-feira, em Porto Alegre, no Zelig.

Pra te deixar bem LOCO querendo ler o livro segue um trecho do primeiro capítulo, em que Egisto conta a bizarra história ocorrida durante as gravações do disco do Júpiter Maçã, em 1996:

"Quando ele entrou na sala, à primeira vista, não acreditamos, era surreal, e pior, não era como nos filmes. Somente quando acordamos e vimos o Glauco Caruso (o batera) levar várias coronhadas de uma 'imensa' MAGNUN 765, é que caímos na realidade. (...) ele declarou que tinha vindo ali pra matar o FLÁVIO BASSO e que para os outros não faria mal (...) estava na cara que ele não sabia (...) quem era o tal do Flávio Basso, e com essa história do nome diferente (Júpiter) ficava tudo meio esculhambado na doentia cabeça dele. Bom, pegou os documentos do Vinny (Tonelo), os meus, os do Gustavo (Dreher) e então chegou no Flávio que logo gritou:

- Eu não tenho documento!… (com sotaque bonfiniano). Mas a carteira estava cheia (...) o cara pegou e leu em voz alta na identidade:

- Então tu que é o FLÁVIO BASSO!?… Pronto. Fudeu. Aquele silêncio quase mortal, ou até. E o terror falou ameaçadoramente decisivo:

- Tu passou AIDS pra minha irmã e eu vim aqui pra te matar!

A resposta do Flávio foi imediata e automática/autômata:

- Eu não como ninguém, eu não como ninguém…"



Sobre a obra

Impressão: livro impresso em papel reciclado

Formato: 14x21 cm

Nº de págs: 210

Preço: R$ 31,00

Como comprar: vendido exclusivamente pelo site armazemdigital.com.br



Serviço

O que: Lançamento do Livro Notas de viagens, de Egisto Dal Santo

Quando: 28/08/2008, às 19h

Onde: no Zelig Bar - Sarmento Leite, 1086

terça-feira, 19 de agosto de 2008

Pilantra

E não é que mesmo aqui na EURÓPIA encontrei gentalha?

Sim, um mané que tinha sotaque tálian, deu uma surra num velhinho. Me disse o cara que vende baguetes na esquina da Gare de Lyon, que esse demente tália é viciado e sempre faz isso.

Well, a vida como ela é, mesmo sem Nelson. Se bem que o cara até se parecia com o Nelson Piquet.

Inté.

férias




Amigos e amigas do meu Brasil Varonil, e da minha cidade querida, Capital da Fruticultura, desculpem-me o afastamento do mundo virtual. Ando muito ocupado. Tô de férias. Agora, neste exato momento escrevo do trem. Não aquele tipo de trem que chegou em Caxias em 1930...mas um trem com ar condicionado, bancos bem fofinhos e vinho tinto. Tô quase em Paris. Espero refrescar-me nos cinemas parisienses e lembrar do dia em que Dorival encarou a guarda.

Cheguei. Daqui a pouco REPOSTO o POST com fotos da Gare de Lyon.

Fui.

Mercy.

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

esse mundo é uma piada




Olha que merda...Uma topeira do lado do Kikito. A foto é de 2007, mas pode ser desse ano também porque o mala foi pra Gramado DINOVO...

Isso que eu nem fui esse ano pra Gramado, a cidade mais FAKE do mundo. Nem o PROJAKKKKE, da Globo, é tão fake.

Dizem que vai ter um anúncio surpresa! O Zé do Caixão vai oficializar amanhã o convite à Saudosa Governadora Yeda. Ela vai ser a estrela do filme Mansão Adulterada - Versão sem Cortes e sem Legendas. Dizem que o DVD vai custar uma bagatela. Ah, e nem vai precisar nota fiscal.

E viva o Centauro.

Almondegas para todos. Fui.

lista

Viram a lista de AUTISTAS aprovados pelo edital 2008 do Fundoprocultura?

Até minha vó já viu, manezada...mas pra quem não viu ainda pesquise http://www.caxias.rs.gov.br, no link CULTURA e depois FUNDOPROCULTURA e depois clique em CONTEMPLADOS.

Pronto. Vá lá e analise. É curioso e bem engraçado ver como os artistas mais difamados pelas últimas comissões do Fundoprocultura e/ou artistas odiados "ad eternum" por muitas pessoas do alto escalão da Secretaria da Cultura, foram contemplados.

Se eu começar a listar um por um vai demorar e agora tô sem paciência.

Mas em cada uma das áreas há pelo menos um artista nessas condições.

Seria uma maneira de apaziguar os ânimos tendo em vista as eleições municipais? Respondo: sim, sem dúvida. E vai funcionar? Respondo: quem sabe, afinald e contas ainda tem gente que acredita em Papai Noel.

Eu ainda prefiro recordar dos fatos que tornaram a cidade um oásis para comediantes em fim de carreira. Porque comédia não é a piada em si, mas...deixa pra lá. Cansei de explicar a piada. Ando explicando até por telefone. E é bom pararem com isso, porque preciso de mais tempo para o meu amor.

Ao recordar dos fatos lembro de tantos atropelos: o Filtro Cultural, o enclausuramento das obras do Amarp (desde 2005), a cambaleante Cia. de Dança (porque tirar o trenzinho de quem sabia brincar?)... Ai, ai, dói minha espinha só de lembrar de tanta coisa estranha que aconteceu. E melhor nem lembrar de tudo...porque vai bater uma tristeza...e vou começar a falar da Capital e aí vira disco riscado.

Agora fui, plantar uma árvore.

chega!

Alguém aí, que é mais gaudério do que eu, que praticamente nasci de bombachas, sabe por onde anda a Daiane dos Santos? Eu não vi ela nas Olimpíadas, muito menos aqui por Shanghai. Aliás, vi o Zuzuwah comendo sashimi com 'scudeguim' aqui por Shanghai. O Zuzu tá aqui numa turnê do glorioso Coletivo Shaghai.

Voltando à Saiane. Alguém aí além de mim e do Didi Mocó, não aguenta mais a Daiane? Pô, é pior do que tomar laxante. A gente torce e torce e ela nunca ganha nada. Nem algodão doce. Parece até uns e outros aí, espalhados por Caxias, que insistem em bater a cabeça num prego. Tentam levar adiante seu egos inflamados pela cidade, na esperança de que alguém sinta pena por eles.

Dói na alma.

Ou como diz o outro: "Pare de tomar a pílula".

E vamo que vamo porque os cães ladram, mas a caravana passa e passará ilesa.

E amanhã, quando acabar o ano da Capital, minha avó poderá sair às ruas e gritar, feliz: "Meno male que acabô".

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

chupa cabra

Foi quase.

De rasteira o bode lambeu a velha e de lambuja roeu os dedos menina russa.

descurpe

Ô, gentalha. Desculpem a ausência. É que eu tô viajando. Agora estou mais perto do Congo, quase na casa do meu amigo Casara. Pena que ficarei poucos dias. É mais para trazer material para um documentário.

Aguardem.

Enquanto isso, sugiro todos gritarem pela janela: "Eu sei o que ELA fez no verão passado".

Fui.

Ah, no meu iPOD só tem rancheira, música folcrórica italiana e rap. O resto só com vasilina.

Mas um dia eu vou ser como os caras da Bacon 27, ou como o Rafael Schuler ou ainda como a Patrícia Viana. Suerte a todos.

Fui 2.

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

o porco morto, em Gramado



O Pai do VICTUR/URB-AL, o camarada João Tonus, salvou o projeto do quase colapso. E mais uma vez, não é o Mugnolini que diz, é só ficar sentado no corredor da prefeitura e ouvir.

Prosseguindo...e ao que interessa...cinco dos doze vídeos (entre ficção e documentário) serão exibidos em uma mostra especial, no dia 13 de agosto, no Gramado Cine Vídeo.

Pode ir lá, porque é DI GRÁTIS. O João, orgulhoso que só ele pela prole que tá nascendo, estará lá. E merece.

here comes the sun

Má Dio Cristo, a cada dia que passa mais gente me lê no blog. Me lêem mais no blog do que liam no Pioneiro.

Benzadeus.

E salve o Jorge. O DJ, o cantor, o cineasta, o ator e o Santo.

Fui colher amoras.

a cura

Seria essa RAVE a cura do meu JAZZISMO?



Marco de Menezes, médico e poeta; Paulo Canton, ator e mexedor da bolsa de valores; Guto Nesi, poeta e empresário; e Woddy Allen, judeu e cineasta, vão orar por mim. Dizem que meu JAZZISMO é quase um eclipse lunar na Bósnia pós-guerra. E se cheguei até aqui ileso, sem pavor, sem qualquer recaída, é sinal de que o JAZZISMO já se instaurou nas minhas células.

MÃNS, TODAVIA, CONTUDO...e para o bem da nação, e do amor livre, o Radiohead resiste nas minhas entranhas. E, ainda bem, o Revival Rock Bar segue IMPÁVIDO como diz a letra do hino nacional. O impávido bar vai realizar a táo sonhada RAVE DO RÓQUE! Uhu! Mas Douglas, PELAMORDEDEUS não entra nessa de distribuir PULSEIRINHAS FLUORESCENTES...nem permite apitos, muito menos ÓCULOS MODERNÓOOOOOSOS.

E se tiver muita gente reunida tomando água (e só água)... chuta porque é macumba.

Ah, se beber vá pra RAVE DO RÓQUE. Se não beber, fique em casa ouvindo JAZZ.

Fui.

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

sem segredo



O mundo é uma bola. Ou ESFERA como diz o professor de ASTROFÍSICA. E isso não é mais segredo algum. Da mesma forma, uma sala de cimema como a do Centro de Cultura Ordovás, só vai lotar se o filme for bom! E se for novidade, se já não estiver em TODAS as locadoras da colônia.

Veja só o exemplo: "O Banheiro do Papa", co-produção Brasil e Uruguai, dirigida por César Charlone e Enrique Fernádez, teve duas sessões com bastante público, no domingo. Na primeira sessão, às 18h, haviam 53 espectadores. Na sessão das 20h, não confirmei com a bilheteria, mas devia ter pelo menos 60 pessoas.

O que isso comprova? É simples diagnosticar. A coordenação da Sala de Cinema Ulysses Geremia, do Ordovás, é preguiçosa. Porque sempre que o cidadão em questão se esmera, corre atrás, tenta se informar, o púbçico reage positivamente. Mas sempre que a postura dele é de preguiçoso, o público reage igualmente e não vai.

Ou vocês acham que alguém sairia de casa para ver um filme que já está na locadora, ou para ver um filme sem as devidas condições técnicas, como uma boa projeção e um bom som, por exemplo. "Ah...a culpa é da cópia"....sim, sempre a culpa é de alguém, menos do cidadão que ESCOLHE os filmes, porque ele é um gênio, porque já conseguiu ENGANAR a imprensa dizendo certa vez que iria concorrer ao prêmio JABUTI de Literatura.

E depois é a lontra que não sabe pescar. Jesus, onde fui amarrar meu jegue.

E assim caminha a humanidade.

Felizmente, Charlone e Fernández nos brindam com um excelente filme. Felizmente o cidadão lê os comentários de quem sabe algo sobre cinema e resolveu trazer a Caxias algum filme decente.

E viva a Capital Intergaláctica da Fruticultura, como também andam dizendo por aí.

Adorei: Fruticultura.
Obrigado pela piada caro amigo indiano, que toca tambores meditando.

Fui comer pastel.

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

vino veritas



Só pra não dizerem que não tratei de imagens...

Saúde.

temporada

Sem essa de dizem por aí. É fato.

Teatreiro de Caxias veio me dizer que há uma nova regra na Casa da Cultra. Lembra? É o mesmo espaço onde em 2005 se criou uma polêmica do cão...a do tal FILTRO CULTURAL. Na época, a diretora da casa, a senhora Maria Inês Périco, baixou normas como: proibir shows de ROCK, proibir apresentações de escolas de BALÉ da cidade, proibir shows de HUMOR. E é bom que se diga que a determinação de Maria criou um certo constrangimento até mesmo entre os artistas e funcionários mais antigos da casa.

A nova LEI é a seguinte: temporada, ou seja, espetáculos com agendamento para varios dias, estão com os dias contados. Maria só permite o máximo de três dias de apresentações da mesma peça, montagem ou show. Por que? Vocês terão de perguntar para ela, porque ela não fala comigo, nem me concede entrevista desde que expus à mídia o tal do FILTRO CULTURAL. Só não me impediu de entrar na casa da cultura, porque é um espaço público.

Temporada de teatro, ou de dança, etc, só é possível quando se têm planejamento, e mais, quando se sabe o que se faz, e mais e mais ainda, quando se têm POLÍTICA CULTURAL pensada, definida e arquitetada. O que não é o caso, nem da Casa, nem da secretaria da Cutura, como um todo. Pena que toda a perspectiva de formação de público, de educação através da arte, de inciativas idelaizadas para melhoria da qualidade de vida das pessoas, tenha sido desprezada, em nome de LEIS, NORMAS e posicionamentos DITATORIAIS, como o FILTRO CULTURAL ou essa nova determinação de reduzir o número de dias de um espetáculo.

Uma perguntinha: e se o Chico Buarque quisesse vir à Caxias? Teria só três dias?
Outra perguntinha: no caso de o Chico vir a receber um tratamento diferenciado...por que essa administração enfraqueceu tanto o apoio aos grupos locais?

Agora chega, tenho de ir colher girassóis, lá na rússia. Que baita filme, aliás. Marcello e Sofia Loren...

Fui

quinta-feira, 31 de julho de 2008

areia perdeu...

Areia perdeu. E com isso perdi a esperança em um mundo melhor. A nova e promissora Capital Intergaláctica da Cultura, recém eleita para o mandato em 2009, é São Luís, no Maranhão. Na Terra do Reggae, onde GANDJA rescussitou, é ainda a Cidade dos Azuleijos e tem o Bumba-Meu-Boi.

Eis a justificativa OFICIAL, do pai da ONG Capital Brasileira da Cultura, Mário Vendrell:

“São Luís merece o título por ter apresentado uma candidatura consistente, amparada no rico patrimônio cultural material e imaterial que a cidade possui.” diz Mário Vendrell, Diretor Executivo da ONG CBC. “A Capital Brasileira da Cultura 2009 será uma grande oportunidade para que a cidade possa promover-se nacional e internacionalmente, mostrando todos seus atrativos culturais e turísticos. Esperamos que saiba aproveitá-la para que possa obter todos os benefícios que o título de capital cultural oferece” conclui Vendrell.

Você aí, amigo e amiga, do outro lado do planeta, lembra do que Mário Vendrell disse a respeito da escolha de Caxias como Capital Intergaláctica da Cultura em 2008. Como você não lembra, eu busquei nos ANAIS da ONG CBC o que Mário disse sobre Caxias:

“Caxias obteve o título principalmente pela coesão demonstrada pela prefeitura em querer ser capital cultural e pela mobilização da sociedade civil em apoio à candidatura” diz Mário Vendrell Diretor Executivo da ONG CBC. “A Capital Brasileira da Cultura não é apenas um título, mas o reflexo da vontade coletiva de uma cidade em querer valorizar e mostrar a sua identidade cultural” conclui Vendrell.

Well, usando da SEMIÓTICA, da amada Lúcia Sanataela...(santo Deus, sic), eis a leitura que se pode fazer. Leia as duas frases novamente e siga-me:

1. São Luís ganhou porque merecia, porque seu patrimônia materiale imaterial é relevantíssimo.
2. Caxias ganhou porque a prefeitura quis, e vendeu a idéia de que ser a Capital ia deixar a todos tão felizes, mas tão felizes, que todos os caxienses e migrantes iriam invadir TODAS as salas de cinema, ir a TODOS os espetáculos de teatro, ver e ouvir TODOS os shows de TODAS as bandas de TODAS as querências. Por que? Porque caxiense ama cultura.

Well, eu preferia Areia. Eu preferia também que as pessoas em Caxias morressem pela cultura. Tanto não morrem que não se importam em ver a Cia de Dança caquética, trôpega... Não se importam com a forma como o teatro municipal é administrado... Não se importam com a segrergação do movimento hip hop... Não se importam com a flutuante programação da sala de cinema do ordovás... Não se importam com as 600 obras do AMARP (Acervo Municipal de Artes Plásticas) que seguem TRANCAFIADAS no segundo andar do Ordovás...Não se importam com a situação vergonhosa do Salão de Artes...Não se importam em ver a Cultura em segundo plano.

Infelizmente, caxiense não se importa com Cultura. Felizmente, tem uma legião de novos artistas e consumidores de Cultura muito infelizes com a maneira como se vê a Cultura na cidade, interior e bairros. Felizmente, esses ávidos guerreiros passam por cima da incapacidade de pensar e realizar numa política decente de Cultura. Porque Cultura em Caxias é mais do que a polenta com queijo ralado, é mais do que o hip hop, é mais do que a dança contemporânea....é TUDO isso ao mesmo tempo, aqui e agora, proporcionando livre acesso, programação contínua de qualidade (não quantidade...) e valorização da cultura local, e lógico, perceber que Caxias é uma das milhares de cidades desse mundo, e que os artistas daqui podem e devem dialogar com o MUNDO.

Fui longe demais? Lógico, mas o que importa é que foi dada a contagem regressiva para a máscara da Capital cair.

Fui comer um pastel.

Inté

sexta-feira, 25 de julho de 2008

sem salão

Sabe aquele cidadão sem lenço nem documento, quase sem passado, ávido por um futuro, tresloucado por um dia melhor, que desprevido de renda acaba dormindo, almoçando, e indo aos pés na mesma peça? Pois bem, é quase isso que anda acontecendo com os projetos da Capital Intergaláctica da Cultura.

O maior e mais ambicioso deles, a criação do Salão do Livro Infantil, não vai sair em 2008. Não vai sair neste ano da Capital, talvez não saia durante o governo Sartori. Palavra de quem manda. Não é AXISMO meu. É fato. É informação. Me foi dita no gabinete do atual Secretário da Cultura, João Tonus, pela coordenadora do Programa Permanente de Estímulo à Leitura, Luiza da Motta.

E por que não vai sair? Porque não e pronto. Porque não conseguiram captar um centavo sequer dos R$ 600 e poucos mil necessários. Uma pena. Mas o grande trunfo da Capital não vai sair. Sendo assim, está mais perto do fiasco do que em janeiro. Dupla pena. Porque o que era para virar referência e efervescência...virou motivo de chacota.

Mas, e ainda acredito em Papai Noel. Tanto quanto acredito na votação recorde do Camarada Ligeirinho (Kylmair) para vereador. Seria ele o nosso novo CHEFE da CÂMARA? Para varrer de uma vez por todas a insesatez? E ainda sem Salão do Livro Infantil? E teria Ligeirinho o poder de fazer de Caxias a Capital Eterna da Cultura?

Inté.

quarta-feira, 23 de julho de 2008

a matança do porco

Um dia desses (aliás, era noite) conversando com o Juliano Carpeggiani (diretor do Núcleo de Produção Audiovisual de Flores da Cunha) soube que ele precisava produzir um vídeo sobre a tradição dos imigrantes italianos de matar porco para fazer salame e etc. Achei a idéia linda. E topei fazer.

Hoje, a poucos instantes, aliás, encerrei a montagem desse documentário. Assistindo de cabo a rabo, depois de pronto, percebi que se tratava do primeiro curta-metragem gonzo da Serra Gaúcha, e por isso mesmo, resolvi dedicar o filme a Hunter S. Thompson.

Só não tem cenas de sexo, nem de pessoas usando drogas. Mas com certeza quem ama bichinhos, quem é defensor dos animais vai achar uma droga ver um porco perdendo a vida para alimentar descendendes de imigrantes italianos. Só pra alimentar a polêmica: não mostramos sangue jorrando na tela, só o momento exato de ceifar a vida e o pós-mortem.

Ah, e tem gente se deliciando comendo salaminho. E vai dizer, é bom comer salame né?

Outro dia quem sabe eu coloque aqui o link do vídeo se eu resolver colocar no YouTube.

Fui.

Esse papo me deu fome.


p.s.: o documentário é realizado com financiamento da Comunidade Européia, através do projeto VICTUR/URB-AL, salvo aliás, pelo João Tonus. Porque sem a interferência do Tonus a prfeitura de Caxias teria de devolver todo o dinheiro.

p.s.2: valeu Tonus.

terça-feira, 22 de julho de 2008

tonus, o salvador

Conheci o João Tonus há muito tempo. Ele foi o primeiro a encorajar e, principalmente, dar espaço a um novo cine clube que surgia em Caxias. Isso era lá pelo fim dos anos 90, virada para a década zero. O cine clube ainda existe e se chama Grande Angular. Eu não sou mais do cast, e o cine clube não tem mais conseguido ser o que já foi, mas torço pela retomada.

Enfim, quando conheci o João Tonus, ele já era um dos caras mais importantes do Míseri Coloni, um dos grupos mais respeitados do estado, estava implantando a estrutura e a programação do Teatro São Carlos e era o coordenador do brilhante projeto GentEncena, que ainda existe e espero que volte a ser pelo menos a metado do que já foi no tempo do Tonus.

Desde segunda-feira, ontem no caso, o Tonus virou o novo secretário de Cultura de Caxias do Sul. Tonus ganhou esse cargo porque Antonio Feldmann (PMDB), que ocupava a vaga desde 2005, quando José Clemente Pozenato (PSDB) pediu para sair, também pediu para sair para incorporar o grupo de políticos da situação que estão na coordenação da campanha pela reeleição de Sartori.

Justo. Cada um faz o que bem entende da sua vida. E o que precisa, como no caso do Feldmann. Porque senti um certo desgosto e desconforto dele ao me relevar a saída. Lógico que ele não deve ter saído de forma tranqüila, porque não cumpriu com sua promessa. JUROU que o AMARP e a Cia de Dança seriam suas prioridades.

As 600 obras do AMARP continuam trancafiadas em um camarim no segundo andar do Centro de Cultura Ordovás. E a Cia de Dança, segue com seus passos trôpegos, mesmo com a boa vontade de muita gente que está lá, parece que a música nunca pontua os passos e vice-versa. Mas João Tonus herdou de Feldmann o título de Capital da Cultura. E seria injusto cobrar de Tonus a resolução de todos os problemas que a Capital suscitou.

Se bem que o Tonus já salvou um projeto que estava praticamente falido, o Urb-Al/Victur. Caxias quase perdeu esse convênio entre a Comunidade Européia e outros municípios da região, como Bento Gonçalves e Flores da Cunha, por incompetência. Mas aí apareceu Tonus, o Salvador, e reorganizou o projeto, reapresentou-o e conseguiu de volta a verba que quase não veio.

E já que a febre do Batman voltou com tudo: "Conseguiria João Tonus salvar Caxias desse aterrorizante momento obscuro da cultura em Caxias?"

João vai tentar, mas acho que ao final de tudo, ou melhor, ao final da eleição, quem sabe até já a partir do dia 6 de outubro, Feldmann voltará ao seu posto para tentar salvar o que puder da colheita. Porque Tonus, repito: "não poderá ser cobrado por projetos dos outros". Porque é simples colocar o Tonus nesse redemoínho. Não é tarefa simples e não sei ainda como Tonus aceitou o desafio. Não falei com Tomus ainda, mas assim que falar com ele digo a vocês.

Tonus merece ser o Secretário da Cultura, mas não em uma condição dessas. Porque se ele fosse de fato uma unanimidade dentro da mega-hiper-e-tresloucada coligação da situação, Tonus já teria assumido como Secretário muito antes. Assume agura, num momento hiper delicado em que é mais fácil ser fritado do que valorizado.

Por outro lado, Tonus não terá muita autonomia, porque depende da programação de "eventos" da cidade, incluindo aí as coisas de sempre que voltam repaginadas pela Capital Intergaláctica da Cultura, e coisas de sempre, como Feira do Livro, Semanba Farroupilha (lá no campo devastado da Festuva) e por aí vai.

Já nem se fala mais em Salão do Livro Infantil... porque infelizmente há pouco tempo para correr atrás dos R$ 600 mil necessários para que o encontro aconteça. Enquanto isso, o que se vê pela previsão cultural é tempo fechado, sujeito a muita chuva, trovoadas, dias cinza, e um ou outro momento de calmaria. Infelizmente.

Mas eu confio no João Tonus e sei que, mesmo com essa instabilidade, em nada sua história vencedora e brilhante como um dos agentes culturtais mais relevantes e importantes dessa cidade, não será manchada. Nem mesmo tendo de encarar essa Secretaria da Cultura nessas condições.

Avante, João.

om

Clique e amplie para ler, entender e dizer: "Bah, que legal..."
Divirta-se.

E depois saia por aí cantarolando pelas ruas Capital Intergaláctica da Cultura:
OMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMM (repita 69 vezes)

segunda-feira, 21 de julho de 2008

punk até os ossos

Só pra não dizer que não falei de política...

Que pastelão hein? Prefeitura de Caxias manda remover os ossos dos defuntos em Cemitério Comunbitário e nem avisa aos familiares. Só em Caxias, Pérola das Colônias e Capital INTERGALÁCTICA da Cultura.

Enquanto os funcionários da prefeitura reviraram os túmulos, Sartori segui com sua ENEBRIANTE campanha para ficar mais quatro anos revirando os ossos da cidadania.

Parece que a dobradinha PMDB e PDT vai começar a bradar um novo slogan: "Não importa se é árvores ou túmulos, o negócio é DIRRUBÁ". Ou ainda, "Tudo em nome do ASFALTO".

E o PV? Ainda seguirá como aliado da dobradinha Sartori/Alceu? Ou o Partido Verde não se importa mais com a função ECOLÓGICA das ÁRVORES?

E os túmulos revirados? Se o Sartori não acredita em fantasmas é melhor passar a acreditar, porque atrapalhar o sono profundo dos mortos não é a coisa mais indicada a se fazer.

well, agora fui
beijos nas crianças

sweet home

Nenhuma casa é lar sem amor, sem um bom vinho na adega (sic), sem cama quentinha, sem os discos organizados em odem alfabétrica.

Bom dia meu amor.

sexta-feira, 18 de julho de 2008

bastidores da disputa

Agora explico a piada do picolé. Mas ainda bem que nem todo mundo precisa da explicação. Mas já que o mundo é redondo e todos os dias vemos fotos pra mostrar que de fato o mundo é redondo, não custa nada.

Well, essa semana Eduardo Dall'Alba, poeta bem quisto por uns e não tão bem quisto por outros, foi citado em uma reunião de livreiros e coordenadores da Feira do Livro de Caxias. Por que citado? Boa parte das pessoas que estava na reunião escolheu Dall'Alba para ser patrono. Baseados em que? Carreira literária, of course.

MÃNS...e aí vem a QUESTÃ que eu tinha dito dias atrás...parte desse grupo não queria aceitar Dall'Alba. E sabe por que? Porque ele não é um cara legal, porque ele é sempre muito crítico com respeito à literatura na cidade, porque enquanto esteve na comissão de avaliação e seleção dos projetos Fundoprocultura ele sempre foi bastante rígido, não aceitando qualquer trabalho...e por aí vai.

Teve gente até que cogitou o fato de o irmão do Dall'Alba ser filiado e membro ativo do PT (partido de oposição ao atual governo em Caxias)...

Por isso, a efetivação de Dall'Alba como patrono ficou em banho maria. E por isso aquele meu post um pouco evasivo. Porque ainda era cedo e eu temia que um aprofundamento das reais questões atrapalhasse a candidatura dele. Agora que o título é dele, ninguém mais tasca. Espero.

Mas aquela paranóia de perder o palito de picolé premiado quase se consumou. Quase. Não fosse a certa boa pressão do Carlinhos Santos na coluna 3por4 e um ou dois telefonemas de um e outro aí...quem sabe Dall'Alba teria ao invés de uma boa surpresa uma péssima notícia...porque teríamos de contar a ele o quase-título-que-quase-ganhou.

Felizmente a história teve um desfecho diferente. Chato vai ser administrar esse fato diante de todos. Principalmente quando todos os participantes daquela reunião apertarem a mão de Dall'Alba. A consciência vai pesar. E alguns poderão até ficar rubros tamanha raiva-e-ou-vergonha.

Mas aí, é como dizia meu avô: "cada um com seus problemas".

Dall'Alba patrono da Feira do Livro 2008, parabéns.

Só pra não dizer que não falei em poesia:

“Os olhos verdes práticos falando a ouvidos moucos.
As vozes tortas, sádicas, enquanto amigos, cínicos
a olhar a foz do córrego. Esparramando-se no tálamo
dentro da casa, frívola”.

a chicreta da babalu

Nada é o que aprece. E de onde menos se espera é que vem o discurso que salva, a mão que balnça o berço, a explicação para a derrocada e a salvação da lavoura.

Adelar Bertussi, homem de boa fé, faca na bota, virtuose do acordeom, tropeiro da música gaúcha, faz mágica com chiclete.

Na quarta-feira acordou cedinho, tomou banho quase gelado, pôs o sapato mais bonito que tinha na casa laranja da Mulada, interior de Criúva, que por sua vez é interior de Caxias do Sul, e saiu a passo largo pra tomar o ônibus que o traria para Caxias do Sul. Aproveitou o sacolejo do ônibus e dormiu um pouco. Chegando na cidade, Capital Intergaláctica da Cultura, se aprumou e na hora de descer do ônibus tropeçou.

Não caiu no chão.

Mas a sola do sapato desgrudou quase todinha. Pobre Adelar. Saiu mancando, com medo de que o resto da sola ficasse pelo caminho. Avistou uma sapataria e foi o mais rápido que pôde. Não vale rir nessa hora. Pobre Adelar. Mancando.

- Olha, seu Adelar...vai demorar umas duas horas pra cola pegar aqui nessa sola. Porque o sapato é de couro e a sola de borracha.
- Ah, não...
- É Seu Adelar...é que se fosse colar couro em couro, ou borracha em borracha era mais fácil.
- Então deixa assim. Tchau e obrigado viu!?

Adelar saiu a passo pequeno, pensando em como resolver o probelma da sola que queria fugir. Pra pensar melhor no assunto resolveu tomar um café. Sentou-se no balcão e enquanto saboreava o amargo do café, perguntou ao atendente:

- O senhor tem aí chicreta?
- Chiclete, temos sim.
- E qual é a maior chicreta que vocês tem aí?
- Babaloo.
- Então me vê aí uma dessas chicreta de babalu.

Adelar mascou um pouco. Tirou a "chicreta de babalu" da boca, colocou na palma da mão e afinou a chicreta. Não é preciso ser gênio para deduzir que Adelar, o Tropeiro da Música Gaúcha, enfiou a chicreta de babalu entre a sola e o sapato.

- E não é que grudou? Olha aí, tô andando a passo largo de novo. Tô pensando em voltar lá na sapataria e mostrar minha invenção. Mas é que eu não sou burro, né! Pensei cá com meus botões... Chireta é um terror...onde gruda não desgruda mais... Pode ver, tem gurizada que adora colocar chicreta nas cadeiras pra quando a gente sentar ficar a chicreta grudada na calça. Não sai nem com reza braba.

Adelar, agora além de virtuose do acordeom, anda metendo banca de Professor Pardal.

quarta-feira, 16 de julho de 2008

picolé premiado com poesia


Alguém de vocês já ganhou algo e depois teve de devolver? É como se a Kibon e seus picolés premiados não valessem de nada. Nada.

Pois bem, um passarinho verde me contou que tem um cidadão caxiense quase caindo nessa armadilha. Queriam dar a ele um título, mas parece, parece voltaram atrás.

Por que? Ora bolas, eu conto a piada e ainda querem que eu explique?

Aguarde as cenas dos próximos capítulos. Mas, infelizmente, nessa novela não vai ter cena de casamento. Nem a feia vai casar com o milionário.

É mais profunda a QUESTÃ.

Porque a poesia sempre é mais intensa e vívida do que a prosa. Venha de onde vier.

Assim como a paulada. Não importa de onde venha, sempre dói.

metal caxiense nas américas

Até parece disco riscado, mas, pô, tem horas que dá até raiva. Por que santo de casa nunca faz milagres? A banda Predator é mais um bom exemplo. Bom? Não. Excelente exemplo. Os caras são adorados mundo afora enquanto que em Caxias ninguém dá bola, ninguém sequer cumprimenta os caras por eles levarem o nome da cidade para outros países.

Tá marcado para começar neste final de semana uma tour pelo América do Sul. Inclui shows pelo Uruguai, Argentina, Brasil e Paraguai. Caxias não tem dado valor nem mesmo à música folclórica italiana (vide toda a polêmica na Festuva) o que dirá dar atenção pra banda de metal.

É pouca vergonha? Não...issso é Capital da Cultura.

O importante é que os artistas de Caxias continuam a fazer a sua vida, a trilhar a sua carreira, independentemente do tapinha nas costas.

Parabéns, Predator! Hate around the world tour!

Inté a volta

terça-feira, 15 de julho de 2008

punk alimenta a capital


Ei-la aí, em primeira mão, a capinha do DVD de uma música só da Ligante Anfetamínico. Atentem para o selo no lado esquerdo, abaixo. É o selo de Caxias Capital Brasileira da Cultura, em 2008. É como diz minha vó: "Hoje em dia até punk anda ajudando esse negócio aí de Capital".

caxias capital da cultura 2009?

Ah, não. Nesse quesito Caxias não pode se reeleger. Não nesse.

Well, Caxias é a Capital Brasileira (alguns dizem INTERGALÁCTICA) da Cultura, em 2008. Mas a cidade ainda espera realizações que justifiquem o prêmio. Enquanto isso, a ONG CBC (Capital Brasileira da Cultura), com sede e foro, em São Paulo, cujo secretário que atende ao telefone fala 'portunhol', já revela os concorrentes para ser Capital da Cultura em 2009.

Disseram que Caxias tentou a dobradinha, mas o chefe da ONG mostrou o regulamento e não dava. É que...quem sabe...com mais um ano de Capital, Caxias quem sabe...assim, quem sabe mesmo...não conseguisse enfim pôr em prática os planos que tanto e tanto e tanto idealizou. Ufa, até dá um cansaço escrever isso.

Well, seguindo, então a ONG CBC revela os concorrentes para virar Capital 2009. Ei-los aqui:

Areia (PB)
Mariana (MG)
Montenegro (RS)
São Luís (MA)
Senador Pompeu (CE)

Sendo gaúchos aguerridos e fortes, deveríamos todos nós caxienses torcermos para Montenegro, aquela cidade onde tem um pedágio comunitário, sabe? na ida pra Porto Alegre, a capital política do estado...sabe, né? MÃNS...TODAVIA...PORÉM...eu prefiro apostar em AREIA. Uma bela cidade esquecida no interior da Paraíba. A cidade tem 26 mil habitantes e no passado já se chamou Sertão de Bruxaxá. "Êta porra", como diria o escritor Marcelino Freire.

Então cantemos juntos:

"Eia, eia eia...Areia já ganhou" (no ritmo que mais lhe convir).

Requisitos culturais de AREIA:

"Areia foi a primeira cidade na Paraíba a ter a sua área totalmente protegida e preservada, obtendo do IPHAN o título de Patrimônio da Cultura Nacional, onde se destacam o Teatro Minerva (o primeiro construído na Paraíba); Casa Museu Pedro Américo, com inúmeras réplicas dos quadros deste que foi o mais célebre cidadão areiense, entre elas a famosa obra "O Grito do Ipiranga", encomendada a ele por Dom Pedro II, cujo original encontra-se no Museu do Ipiranga em São Paulo; a Igreja Rosário dos Negros e Museu da Rapadura, que apresenta as várias etapas da fabricação dessa iguaria e dos outros derivados da cana-de-açúcar. Tem também como atrativos muitas riquezas naturais no Parque Estadual Mata do Pau Ferro, com diversas fontes e balneários aquáticos. No seu calendário de eventos culturais se destacam: Festival da Cachaça e Rapadura, Festival de Música e Festival de Artes."
(BY RELEASE OFICIAL DA ONG)

Perceberam a semelhança com Caxias, Capital 2008? Os AREIANOS também têm a sua Festa da Uva. Mas lá, eles chamam o encontro enogastronômico de Festival da Cachaça e da Rapadura. Só não vendem EDREDÃO...nem CASACO de COURO porque lá não faz tanto frio como aqui. Mas ralador de batata e pastel na banha tem sim.

Well, quem quiser visitar AREIA, sem pagar muito caro, que vá logo. Porque em 2009, quando AREIA virar CAPITAL INTERGALÁCTICA DA CULTURA os preços vão subir cerca de 800%. Vide Caxias. Não conseguimos mais transitar pelas ruas da cidade sem encontrarmos centenas e centenas de turistas de todas as partes do mundo.

Tem até cineasta colombiano que veio pra cidade SÓ PORQUE AQUI É A CAPITAL BRASILEIRA DA CULTURA. Pena que ele encontrou mais gente por aqui que ODEIA e tem NOJINHO de estrangeiro, do que gente que lhe abre as portas de casa. Well, QUESTÃNS culturais.

Mas vamo que vamo.

Fui, até amanhã. Porque hoje fui pra AREIAS. Areias Brancas.


P.S.: A cidade ganhadora será divulgada pela ONG CBC no dia 31 de julho próximo. A Comissão Julgadora que analisará as candidaturas apresentadas estará formada por representantes do Ministério da Cultura, Ministério do Turismo, IPHAN, Prefeituras de Olinda, São João del Rei e Caxias do Sul, e ONG CBC.

quinta-feira, 10 de julho de 2008

santa maria capital do cinema

Santa Maria é um oásis no interior do estado quando o assunto é cultura. Não só cultura de bar. É só perguntar pra quem mora lá, ou já morou ou mesmo quem só passou uma noite por lá. As pessoas respiram cultura, se interessam pelas atividades culturais... Só pra ter um exemplo, e provar quanto é diferente de Caxias: se aqui tivessem criado um festival de cinema há 7 anos, ele já teria virado peça de extinção.

Por quê? Só vou dar um exemplo...alguém lembra que há alguns meses veio pra cá uma mostra especial do Festival É Tudo Verdade? Pois bem, a maioria dos espectadores era de universitários. Mas universitários de PELOTAS, e não de Caxias, ou mesmo da UCS. Aliás, a mostra ocorria no cinema da UCS...e mesmo assim, os universitários de PELOTAS é que ajudaram a não deixar a sala vazia.

Só pra não dizer que sou SÓ chato. Segue aí informação quentinha sobre o Festival de SANTA MARIA. Atentem para o prazo de inscrições dos filmes. Sei de um bando de gente que tem filme prontinho, ou em vias de ...e deveria inscrever.


RELEASE OFICIAL dos meus compadres de Santa Maria:

O Festival Santa Maria Vídeo e Cinema (SMVC) chega à sua sétima edição reafirmando seu principal objetivo: ser democrático, plural e independente.

Neste ano, além da realização de mostras de filmes e vídeos no Theatro Treze de Maio, Praça Saldanha Marinho e Cineclube Lanterninha Aurélio – Centro Cultural CESMA, também estaremos realizando exibições em vários bairros de Santa Maria. Também é característica do festival a realização da Mostra RodaCine e do Seminário Gaúcho de Cinema, em parceria com a Estação Cinema – Associação dos Profissionais Técnicos de Cinema e Vídeo de Santa Maria. Outra característica do SMVC são as oficinas, exposições e debates.

A Mostra Competitiva, em 2007, teve um número recorde de inscritos, tanto na Mostra Nacional quanto na Mostra de Santa Maria e região. Foram 384 inscritos, sendo que 23 curtas-metragens de Santa Maria e região. As inscrições para as mostras competitivas de curtas do 7º Santa Maria Vídeo e Cinema podem ser feitas através do site http://www.smvc.org.br/ até 27 julho (data de postagem de 28 de julho).


Tá esperando o que, rapá?

sábado, 5 de julho de 2008

malandragem...dá um tempo!

Como diz o Zé Simão, "Brasil: o país da piada pronta". Acabo de ler na internet. E nem vou me dar o trabalho de reescrever com minhas palavras, porque o escravo lá do Yahoo já fez isso e tá recebendo (pouco, mas recebe salário) pra escrever por mim:

"A partir de 30 de setembro e até 48 horas depois do primeiro turno, nenhum eleitor poderá ser preso, a não ser em caso de flagrante ou se houver sentença criminal condenatória por crime inafiançável. Nas cidades onde o pleito se estender ao segundo turno, os eleitores também não poderão ser detidos, a não ser nos casos excepcionais, entre os 21 e 28 de outubro. O resultado do primeiro turno das eleições será oficializado pelos juízes eleitorais em 11 de outubro. Se houver segundo turno, o resultado oficial deverá sair até 13 de novembro."

Bom, tá dado o recado. Quem puder avacalhar geral e ainda conseguir fugir, é prato cheio. Só o redator aí do Yahoo esqueceu de me dizer se o medida serve também para casos de USO DA MÁQUINA PÚBLICA, LAVAGEM DE DINHEIRO, CORRUPÇÃO, AUTO-AUMENTO ABUSIVO DE SALÁRIOS, e outros quetais...

Eu devia ter ouvido o meu falecido avô comunista: "guri, te filia ao partido mais reacionário que existir e vira prefeito".

Eu e minha mania de desobedecer aos mais velhos...tsc, tsc.

depois da barba branca, só o jazz

Fiquei velho.

Não percebi isso depois dos primeiros fios de barba branca. Nem mesmo depois de perder os últimos fios de cabelo. Envelheci. E não tem nada a ver com as juntas rangendo, nem com a certidão amarelada. Percebi que envelhecera quando aquele disco de jazz teimava em seguir sua sina. Aquele trumpete ressoando pela casa, servindo de trilha sonora de um beijo ardente e amorosamente apaixonado que só cessava para que pudessemos sorver uma taça de um bom vinho (bom por ser de bom gosto e também bom de preço), é o claro sinal de que envelheci.

Jazz. Quem diria, hein?

E o que fazer agora com todos os Radiohead? E os Sonic Youth? Se bem que misturando esses dois aí com a fúria vertiginosa do Zappa...com certeza seria uma boa provocação para Miles Davis. Seria o fim da trilha do rock nas minhas veias abertas? Para felicidade dos poetas Marco de Menezes e Augusto Nesi, sim. Aliás, pra eles será uma bênção saber que fui infectado pelo veneno do jazz.

Talvez o pessoal do Revival enfim reconheça que virei um velho chato e parem de me deixar frequentar o bar. Pô, mas eu tenho umas gordurinhas pra queimar. Não me impeçam de beber uma ceva gelada imaginando estar em um bar de rock no centro de Londres, lá por volta de 1976, 1977. Ou vai dizer que Ramones só faz sentido até os 30.

Talvez sim.

Deep Purple, não. Sempre foi som pra quem nasceu coroa. Pra quem já nasceu com mais de 30. Lembro de só querer aproveitar da demência juvenil que se encaixava tão bem à bizarrice de bandas como Sonic Youth ou Nirvana, mas meus companheiros de banda preferiam o flerte com a música erudita que fluia sem parar de bandas como Deep Purple. Ali parecia que a Terra do Nunca era o meu paraíso e meu paradeiro. Porto seguro.

Ledo engano.

Porque agora, vivendo sob a Era do Jazz, percebi a finitude ainda mais perto. Mas não tem problema. Vou levar a vida na mesma cadência desses serelepes que adoram soprar seus trumpetes mundoa fora.

Paciência, caro Baldi. Paciência. Quem sabe seja só uma fase e eu esqueça logo dessa palhaçada que é o jazz. Mas sabe que ando beeeem preocupado. Porque eu já tinha uma certa predileção a gostar de jazz, mas ainda me mantinha resistente e ouvindo a todo volume a saudosa guitarreira, seja em acordes bonitinhos, mas ordinários, como nas músicas do Led Zeppelin, seja na demência abestalhada e cheia de microfonias como em Sonic Youth.

Mas agora, acho que fudeu. Depois da barba branca, só o jazz pra me salvar.

enquanto isso... em fortaleza

Não, esse não é o seu tio bonachão, esse é o Sílvio Tendler.

Quem já anda com raiva do frio e não suporta a apatia das telas de cinema em Caxias, pode voar pra Fortaleza. Na terça-feira dia 8, às 19h, ocorre no cineteatro do Centro Cultural Banco do Nordeste-Fortaleza, o debate "1968: Cenas da Rebeldia", com o cineasta carioca Sílvio Tendler.

Na pauta: o comportamento libertário e criativo da Geração 68 no Brasil, que se traduziu na produção de canções, festivais, peças teatrais, exposições e filmes antológicos, além do papel de resistência à ditadura militar, exercida nas ruas pelos movimentos estudantis e as manifestações populares.

Não conhece o Sílvio Tendler? Pois deveria. É como um brasileiro não conhecer Didi, o inventor da folha seca. Sílvio Tendler nasceu em 1950, no RJ, é licenciado em História pela Universidade de Paris, e mestre em Cinema e História pela École des Hautes-Études/Sorbonne. E só pra encerrar, no campo acadêmico, Tendler fez especialização em Cinema Documental Aplicado às Ciências Sociais no Musée Guimet/Sorbonne.

Na carreira, Tendler já produziu cerca de 40 filmes, entre curtas, médias e longas-metragens. Seu olhar procura desvendar o que está por detrás da história oficial do Brasil. O cineasta tem ainda três das maiores bilheterias de documentários na história do cinema brasileiro: "O Mundo Mágico dos Trapalhões" (1,8 milhão de espectadores), "Jango" (um milhão de espectadores) e "Anos JK" (800 mil espectadores).

Quem tem acesso ao Canal Brasil pode ter a sorte de ver de vez em quando algum dos filmes do Tendler. Mas se estiver em Fortaleza não perca a mostra dos seus filmes, que ocorre paralelamente ao debate. Confira a seguir os filmes da mostra:


Anos JK: Uma Trajetória Política - Dia 05, sáb, 10h15min
O filme aborda a História do Brasil: a eleição de JK, o nascimento de Brasília, o sucessor Jânio Quadros que renuncia, a crise política, o golpe militar e a cassação dos direitos políticos de Juscelino. O foco é a trajetória política de Juscelino Kubitschek, o "presidente bossa nova", popular entre os artistas, que propunha aceleração no desenvolvimento do País rumo à modernidade e a ocupação de um lugar entre as potências mundiais.


Jango: Como, Quando e Porque se Depõe um Presidente da República - Dia 12, sáb, 10h15
Narrado por José Wilker, o filme foca a trajetória de João Goulart que, deposto pelo Golpe de 1964, se tornou o único presidente brasileiro morto no exílio. O filme, visto por um milhão de pessoas, ganhou vários prêmios e está entre os documentários mais importantes do Brasil.


Memória do Movimento Estudantil - Dia 19, sáb, 10h15
Em 2004 foi criado o projeto Memória do Movimento Estudantil, uma realização da Petrobras, em parceria com a Fundação Roberto Marinho, a União Nacional dos Estudantes - UNE, o Museu da República e a TV Globo, que tem como objetivo recuperar e divulgar a história da militância dos estudantes no Brasil. Este DVD é composto por dois documentários dirigidos por Sílvio Tendler: "Ou ficar a pátria livre ou morrer pelo Brasil" e "O afeto que se encerra em nosso peito juvenil", com 50 minutos de duração, exibidos no cinema, e na TV, no Canal Futura.


Glauber o Filme, Labirinto do Brasil - Dia 26, sáb, 10h15
Documentário sobre a vida e a morte de Glauber, um dos brasileiros que mais pensou e amou o Brasil - e o cinema. O velório, filmado em 1981, o enterro, a dor; unidos a depoimentos de quem acompanhou, viveu, admirou, foi amigo e lutou junto com esse mito do cinema nacional, conta mais uma página da história do cineasta, uma história que permaneceu na gaveta durante dezoito anos e que agora ressurge como uma homenagem a este artista revolucionário e solitário.

segunda-feira, 23 de junho de 2008

gramado

Falando em Gramado, o festival deste ano tem tudo para ser o melhor das últimas décadas, mas também pode e deve ser alvo de politicagem.

Explico.

É que como tudo na vida pública, seja a lixeira que você chuta ou a lâmpada de mercúrio lá do alto do poste que você quebra com um tijolo, tudo tudo é controlado pelo governo. E se a lâmpada continua quebrada, só em parte a culpa é do prefeito, a outra parte da culpa é de quem quebrou. Agora se a lâmpada simplesmente queimou a culpa é do funcionário público que não trocou e também do prefeito.

Ossos do ofício. Afinal de contas, ninguém pediu pra ser prefeito.

Voltando à Gramado. E como tem lâmpada queimada e quebrada por lá...ou vai dizer que você também acredita que Gramado sejam só aquelas duas ou três ruas mais centrais? Em Gramado também tem favela, mas lá elas ficam escondidas, embaixo do tapete vermelho.

Well, ao Festival.

O Festival de Cinema de Gramado é coordenado pelo Secretário de Turismo (sic). Seja lá quem ele for. Não importa se é como em Caxias, que gente que nunca leu um livro na vida vira coordenador de espaço público, ou se o cara é letrado na França. Aliás, a tendência é que intelectuais só sirvam pra ser intelectuais e não pôr a mão na massa.

Então, em Gramado, terra onde Michael Jackson deveria morar, visto que a fantasia importa mais do que a realidade, o secretário de Turismo...sic...é o papa do festival. Invariavelmente é um cara que vibra com o Arnold Shwarzenegger e chora com Tom Hanks, e pensa que o Ruy Guerra é panamenho e cantor de bolero.

No entanto, pra salvar o festival do derradeiro fim e do completo desterro artístico, há 3 anos resolveram chamar o crítico Carlos Avellar e o cineasta Sérgio Sanz pra dar mais credibilidade ao certame. É como se pra moralizar o futebol brasileiro, ao invés de matar o Dunga, a gente comesse (no sentido canibalesco) o Ricardo Teixeira. Well, com a vida desses dois bons velhotes, que ainda não têm idade pra ser papai noel, Gramado voltou a respirar.

Mas.....porém....contudo....todovia....Gramado ainda não saiu do coma. Ainda é um moribundo festival. Pra piorar as coisas, não é certo que Gramado manterá Avellar e Sanz como curadores, porque tudo vai depender das alianças políticas. Parece piada, mas é sério. Se a oposição levar...muda o cenário. Ou não?

Parece papo de bêbado esse assunto, mas eu juro que estou sóbrio.

Então, neste ano, enquanto estiver caminhando por aquele longuíiiiiiiiiiiiiiiiiiiiisimo tapete vermelho, cheio de purpurina, pense que o festival pode ter seu fim logo a seguir, dias depois da sua caminhada. Avellar e Sanz estão salvando o festival, mas político - invariavelmente - não se importa com gente como Sanz e Avellar, então é bem capaz que mesmo com a vitória da situação, a dupla vá bailar.

Ou não.

Vai saber.

Em Gramado tudo pode.

Quer prova? Liga lá no Ministério da Cultura e no Ministério Público e pede como andam as contas do Festival de Gramado. Pede se eles conseguiram provar os gastos das últimas edições...

Mesmo assim, é ferro na boneca e dê-lhe investimento da Petrobras, Nescafé...e por aí vai.

Isso ainda vai dar filme. Mas só poderá ser dirigido à moda Hunter.

Fui.

curtas em bh

Assim como Floripa não é só praia, nem em Goiás não tem só chifrudo, em Belo Horizonte há mais pra curtir do que os botecos. Por lá rola um dos festivais mais interessantes direcionados exclusivamente ao curta-metragem. Confira no link abaixo os curtas da seleção deste ano:

AQUI Ó.

Entre os destaques, o curta paranaense "Satori Urso", de Rodrigo Grota, que levou o prêmio da crítica no Festival de Cinema de Gramado, em 2007.

quarta-feira, 18 de junho de 2008