segunda-feira, 3 de abril de 2006

dia 15, nas lojas




Dia 15 a Trama lança o CD do Arctic Monkeys.
Whatever People Say I Am, That´s What I Am Not vendeu cerca de 400 mil cópias na semana de lançamento na Inglaterra.

sábado, 1 de abril de 2006

domingo

Moishesouds domingo no Zarabatana.
É de graça.

sexta-feira, 31 de março de 2006

sim

Sim, o Radiohead vem pro Brasil, escreveu hoje o colunista Lúcio Ribeiro, da Folha de São Paulo. Os caras virão pra tocar no Tim Festival 2006, que ocorrerá em São Paulo entre outubro e novembro, data que pode ser marcada atendendo as necessidades de agenda do grupo de Thom Yorke.

Era isso....
não desgrude da vela.

terça-feira, 28 de março de 2006

ponto final





Tá achando que tem muitas fotod da Scarlett Johansson? É que ela é protagonista do filme Ponto Final, do Woddy Allen. A ordem das fotos, tudo mais, é só uma questão de...de...acaso. Até porque sem o carinha da última foto não sairia o filme.

Mas tudo isso é só um pretexto pra dizer pra vocês que , filme mais recente de Woody Allen, estréia (ATÉ QUE ENFIM) nesta sexta-feira, dia 31, em Caxias.

Horários e etc. e tal, leiam no Pioneiro, nesta sexta.

nova e velha geração róquenrol!

É coisa de Contigo!, mas esse flagra é do Revival Rock Gol, que ocorreu sábado, dia 25. Na foto-social Esqueleto aparece ao lado de um fã que sequer conhece a Mulher Ocupada da Ligante Anfetamínico. O clique (como escrevem nas revistas do gênero) é da fotógrafa, bailarina e atriz Carolina Campos. Se quiser vê-la em cena assista ao filme Uma Certa Noite Vazia.

quinta-feira, 23 de março de 2006

salve jorge

Pelas graças de São Jorge, como diz o jornalista Carlinhos Santos na coluna 3por4 do Pioneiro de hoje, oremos para que o Radiohead venha tocar no TimFestival.
O Tim Festival negocia há cinco anos a vinda da banda, e espera confirmá-la esse ano, provavelmente em outubro.

Shows já confirmados:
Copenhagen KB Hall (6 e 7 de maio)
Amsterdam Heineken Hall (9 e 10 de maio)
Blackpool Empress Ballroom (12 e 13 de maio)
Wolverhampton Civic (15 e 16 de maio)
London Hammersmith Apollo (18 e 19 de maio)
V Festival (19 e 20 de agosto)
Edinburgh Meadowbank Stadium (22 de agosto)
Dublin Marlay Park (24 de agosto)

Oremos, pois.
Segue um mantra que pode ser entoado infitas vezes mesmo depois do fim do show.

If you think that you're strong enough
If you think you belong enough
If you think that you're strong enough
If you think you belong enough

[Just as well Just as well Just as well]

Nice dream, nice dream
Nice dream, nice dream

quarta-feira, 22 de março de 2006

protesto de olhos bem abertos

foto reuters

Estudantes na China protestam contra a modificação
no atual sistema de cotas para exibição de filmes
nas salas de cinema da Coréia do Sul.

sábado, 18 de março de 2006

vaia de bêbado não vale

Ó, nem vem. Se já bebeu uma vezinha na vida, não vale tocar pedra. Tá vendo a fotinho aí acima? É de um encontro na Espanha que mobilizou 20 cidades e acabou em pancadaria. Até aí, tudo bem, novidade nenhuma. O causo é que a baderna foi provocada por uma galera que queria quebrar recordes. Explico.

Um bando de jovens se reuniu em cidades espanholas na sexta-feira à noite para tentar promover um recorde de bebedeira na rua, conhecida como "botellon" (garrafão). "Botellon" é tão somente ficar na rua e beber. O saldo disso? Confrontos entre jovens espanhóis e policiais deixaram 80 feridos e 70 presos em Barcelona e Salamanca.

Olha o tamanho da muvuca: Granada (25 mil participantes), Salamanca (2 mil) e Barcelona (30 mil). E, Barça, reinado de Ronaldinho Gaúcho, 68 pessoas, incluindo 37 policiais, ficaram feridas e 54 foram presas.

Ainda em Barcelona, onde ocorreram confrontos pesados, os bombeiros foram chamados para acabar com 50 focos de incêndio. Vitrines de lojas foram quebradas e muitos estabelecimentos saqueados.

sexta-feira, 17 de março de 2006

coletivo shanghai - entrevista

da esquerda pra direita lefonque,
salvatore, zuwaraj e zuzuwah


Da China e sempre de volta à China
Assim como a parábola do filho pródigo, o filho retorna a casa. Entrando e saindo de coletivos, encarando desilusão atrás de desilusão, na rabeira do provável reencontro, 4 rapazes de olhos puxados correram o mundo em busca de Wang Zu.

Ao retornarem para a pequena aldeia cravada entre as montanhas, entregaram às pessoas o legado se sua memória. Nessa dura caminhada, não só encontraram a essência de Wang Zu, como deram início a uma nova Era.

Leia a seguir uma entrevista EXCLUSIVA com Lefonque (baixo), Zuzuwah (guitarra), Zuwaraj (programações) e Salvatore (saxofone). Nela, os caras falam sobre a transitoriedade e o caos. Revelam ainda, onde andará Wang Zu.

[mugnolini] Durante esses dois anos em que vocês ficaram fora da cidade natal, correndo o mundo afora procurando por Wang Zu, que tipos de sons vocês mais se identificaram? De que região do mundo?
[lefonque] Olha, eu gostei bastante da música negra americana, aquelas linhas de baixo groovadas me seduziram.
[zuzuwah] Bom, eu gostei bastante da galera das bandas de Los Angeles do fim dos 90s, principalmente Jane´s Addiction, Porno for Pyros e Red Hot Chili Peppers. Bem violent and funky.
[zuwaraj] Curto as broken beats da Alemanha e o uk garage londrino. Fora o drum and bass, que é o retrato da periferia inglesa.
[salvatore] Pra mim, a parte da viajem mais proveitosa foi a passagem pelos clubs de jazz parisienses, que já abrigaram todas as figuras ilustres do jazz americano e mundial.

[mugnolini] Vocês acham que é importante, ou mais, imprescindível até, viver afastado dos grandes centros urbanos para compor? Vocês se sentem vivendo numa ilha? Se sentem bem de volta ao interior da China?
[zuwaraj] Hoje em dia, com o advento da banda larga, eu consigo me manter conectado com a música mundial através do meu notebook com wireless.
[lefonque] Gosto muito do barulho do vento, da natureza, da neve pesando sobre os galhos das árvores castigadas pelo inverno rigoroso chinês.
[zuzuwah] O Lefonque falou tudo, o silêncio tem um enigma, uma paz, que é imprescindível para minha criação.
[salvatore] Não concordo, pra mim quanto mais barulho, poluição e asfalto, melhor. Quero o caos sonoro!!!

[mugnolini] Essa travessia mundo afora fez de vocês ocidentais? Qual é o legado mais importante da cultura chinesa que vocês perpetuam?
[salvatore] Para onde quer que eu vá, sempre levo a China comigo. Pois é daqui que eu vim, e somos a nação do séc XXI.
[zuzuwah] Que papo mais capitalista, Sal. A China hoje anda meio ocidental, admito. Mas não dá pra esquecer que nossa cultura é milenar, somos os pais da Ásia!
[lefonque] Vocês são uns doidos, isso sim (risos).
[zuwaraj] Eu carrego comigo a leitura de 5.300 caracteres chineses. Isso ninguém me tira!

[mugnolini] E afinal de contas, o que aconteceu com Wang Zu, onde andará?
[zuwaraj] Ele se transformou em música!!!
[salvatore] É isso aí!
[zuzuwah] Um acorde dissonante menor, com 7°.
[lefonque] Eu ainda acho que ele foi pro Brasil e virou o Djavan!!!!!!

hoje, no zarabatana

Vai ouvir alguma coisa que preste...vai pro Zarabatana ouvir Grelhados.

Gabriel - Guitarra
Zuzuwah - Saxofone
Nick - Percussão
Lalo - Bateria
Rael - Baixo

quinta-feira, 16 de março de 2006

por amor, ana ceifou a dor

De tanto eu te falar você subverteu
o que era um sentimento e assim
Fez dele razão... Pra se perder no
abismo que é pensar e sentir.
(Rodrigo Amarante, em Sentimental)

Deitado no pátio. Não um pátio qualquer, mas o meu pátio, onde guardo as minhas lembranças. As memórias se esvaem como a chuva que penetra terra a dentro e some na vaguidão. Mas se recordar é viver, insisto. Silencioso, ora afoito, ora lânguido, mas persisto. Há cinco dias, às 5 horas da tarde, encaro um ritual nada convencional. Não alivia a dor, não devolve a calma, não traz ao peito a mão que ardia em desejo. Mas insisto.

Deito à sombra de uma árvore. Espero paciente o vento derrubar as folhas secas. Dançam no ar e caem sobre o meu corpo. No último resquício do dia, antes da lua invadir o céu, meu corpo todo é coberto. Folha sobre folha, embaralhadas pelo tempo. Entra a noite. Eu ali, corpo entregue à decomposição. O silêncio é quebrado pelo som das formigas transitando entre meu corpo e as folhas secas.

Não interrompo o ofício das formigas, porque elas ajudam a acelerar meu percurso. Rasgam as folhas antes do tempo real de decomposição. Cada picote, mesmo que minúsculo, abranda minha raiva, minha angústia, minha incapacidade de domar o tempo. Porque o único remédio para o desencanto é rasgar o ventre e silenciar o coração. Mesmo quando acaba, mesmo que há cinco dias isso venha se repetindo e parece nunca se aproximar do fim, ainda sinto as formigas trabalhando. Sorve um punhado delas pelas narinas.

Amanhece e o ritual precisa ser estancado, porque mesmo ávido pela decomposição do tempo, é preciso respeitar o limite do esmorecimento. A purificação do corpo em putrefação precisa de perdão. Se até a alma mais carola, se entrega à remissão dos pecados, porque um corpo como o meu, que jamais esquivou-se dos encantos do amor, mesmo àquele malfeito, sob a luz vermelha, não precisaria de um ritual de perdão?

Sexto dia. Olhos cinzas, embotados de lágrima, fitando o nada através da janela. Nada além de um punhado de folhas secas dançando num canto do pátio. Silêncio. Por amor, Ana ceifou a dor.

Conto de hoje publicado no jornal Pioneiro.

quinta-feira, 9 de março de 2006

quando os lírios se fecharam

pergunto onde estão teus tamborins
sentado na porta de minha casa
a mesma e única casa
a casa onde eu sempre morei
(Minha Casa, de Zeca Baleiro)

Morde os meus desejos. Porque os teus o tempo desperdiçou. Lançou pia adentro. Estão agora lavando o musgo enraizado nas pedras de um riacho amaldiçoado. Desisti quando as flores de lírios se fecharam. Quando abertas, alvas e perfumadas, tragavam os dias aflitos e as noites maldormidas. As flores conduziam a paixão pelos corredores da casa.

Nem o piano resistiu. E não por desamor, mas desencanto. Porque o tempo de decomposição transformou o lirismo em brisa soturna. A vivacidade perdeu o ritmo, a cadência. Porque se antes o samba preenchia a casa com as armas de Jorge, mais tarde, as mesmas notas, dessa vez embaralhadas, trôpegas e amarguradas, espalharam vertigem.

Trouxe todos os animais do pátio para dentro de casa. Preciso espantar o orvalho avermelhado que mancha as paredes e o assoalho. O carinho vem do cisne, roçando seu bico na minha canela; o medo, da ovelha, girando ao redor de si mesma, como cão querendo morder o próprio rabo; a raiva do zebu, chifrando as portas e janelas trancafiadas; o definhamento, da cobra, paralisada, deixando o tempo esfarelar sua pele.

Não haverá, porém, tempo de renovação. Não há religião que explique nada e me traga algum sentido nessa hora. É o fim. Abrupto. Não espero nada diferente. E nenhuma dor superará o que meus olhos já apreenderam durante essa jornada. Nessa dura caminhada, sozinho, enfrentando desarmado aos espectros de todo o sempre, não sei quanto tempo ainda resisto.

O carinho morreu e adormece no bucho da raiva. O medo avançou sobre o tempo de definhar e foi picado. Arde em febre. Não há mais janelas nem portas e as paredes caíram sobre as últimas lembranças. Se ainda havia algum sonho o teto desabado encerrou esse ciclo. A raiva suplica, cai de joelhos e tomba ao meu lado.

Se o sorriso é a última faceta antes da derrocada, não sei. Mas é deliciosamente narcotizante.

Conto publicado hoje no Pioneiro.

terça-feira, 7 de março de 2006

como matar o tempo

o tempo de decompo tempo de decomposição
(Arnaldo Antunes)

sexta-feira, 3 de março de 2006

herança do pai traído *******

Um tiro. Só. Mais nada. Além do apêndice rasgado e da bílis lavando as coxas...nada mais. Um impulso renegando a existência. O véu cobrindo a face.

Antes do tiro. Ali na cama, os dois enrolados entre lençóis amarelados pelo tempo. Ela muda, corcunda e paranóica. Recolhia bolinhas de plástico e as guardava numa caixa. Depois tirava-as e espalhava uma por uma pela cama. E assim seguia, entre dias e noites como se pudesse afastar o medo da ausência. Ele duro, carne putrefata, olhos esbugalhados.

Cortina balançando, voando alva e pura, entrando e saindo da janela, indo e vindo pra espalhar a boa nova. Ele morto, ela louca. Nas paredes do quarto escritos entre rabiscos – tudo em sangue, pra não sumir depois da demolição. Tudo seria lindo, não fosse o sermão das velhas em romaria gritando e gemendo uns versos tresloucados.

O tiro rasgou a porta. Era noite. Ela com a boca no falo. Ele deitado sorvendo o prazer. O pai traído. A mãe acariciando o filho cego, surdo, mudo e paralítico. Pau mole lambuzado de sangue e bílis. E a mãe seguia o ritual demente. De pau mole na boca sentiu o filho esfriar. Devolveu-lhe o sangue com um beijo nos lábios. A mãe espalhou as bolinhas de plástico pela cama.

E nasceu o dia. E mesmo depois da morte do filho não havia vida sequer nos pulsos da mãe. Marteladas na porta. Silêncio. Aos poucos, vagarosa como a sombra da morte, um pouco d'água entrava por debaixo da porta. A água seguiu subindo até o entardecer. Lavando o sangue embevecido nos lençóis, a angústia, a febre, os sermões e a mão que balança o berço. Tudo debaixo d'água.

A água alcançava a altura da janela e corria parede abaixo manchando a tinta branca. Uma corredeira suja, fedorenta, amarga e venenosa. A mãe não suportou e mergulhou. Fechou os olhos, ouviu um coro de björks tristes e melancólicas, e deu adeus. O filho não ouviu. O corpo ganhou escamas, braços e pernas viraram nadadeiras. Ela seguiu corredeira abaixo. Rastejou pelo cordão da calçada e vazou pelo bueiro.

O filho acordou dois dias depois. Corpo envolto em tripas de porco, balançava num balanço estendido na copa de uma árvore encravada num bosque de fadas sem asas. Acordado, flutuou e foi acomodado numa cama de flores amarelas e perfumadas de campo. Recebeu a bênção de um unicórnio de chifre serrado e adormeceu.

Acordou na mesma casa. Paredes lavadas, perfume de gardênia. Levantou-se da cama e viu-se à imagem e semelhança da mãe, mas com pênis – herança do pai traído.

******* Republicado aqui depois que recebi um presente, a ilustra do Pablo Perini. Trimassa. Obrigado Pablo. Pode enviar mais.

águas de março

E tudo isso
Foi no mês que vem
Foi quando eu chegar
Foi na hora em que eu te vi
(Vitor Ramil, em Foi no mês que vem)


Deixei trancado, ali, atrás da porta do quarto, um velho baú. Desci lentamente os degraus da escada. Nas paredes retratos que o tempo jamais apagará, mesmo que a minha lembrança continue rasgando cena por cena. Picotando essa história até eu não poder mais reconta-la. E não sei se o que sinto é saudade ou é mais um delírio passageiro da minha vaga memória. Memória despedaçada, desperdiçada nessas últimas horas.

Vem da cozinha o único ruído da casa. Água escorrendo por sobre a louça da pia. E nem isso incomoda aos gatos que ainda dormem na soleira da janela. Lá fora, no pátio, folhas dançam silenciosas em redemoinho. Não há sol. Essa manhã fria de nuvens cinza e carregadas promete despejar as primeiras águas de março. Em tempo, porque é preciso varrer daqui uma certa lembrança de um momento singelo que tenta travestir-se de angústia.

E já não sei que sentimento é esse que bota. Há uma hora e de olhos ainda fechados, sabia. Já não sei mais. Não quero saber. Só sobreviver a essa vaguidão moribunda dessa manhã. Bem cedo o medo parecia só uma brisa de fim de verão. Mas não cessa de balançar aquele candelabro quebrado. Não reconheço o relógio pulsando na minha mão. Ou é o café gelado escorrendo do canto da boca ou a vertigem sorvendo quando deito na cama.

Passo as noites anotando em papéis a minha incapacidade de ordenar a vida. Fim. Ou memória desconstruída. Parte do desenlace. Porção de descontrole. Brevidade. Ou desapego da lembrança. Mas por que deixar sair às memórias da casa? Perdi. O tempo se esvai e eu ainda não encontro àquela menina de olhos azuis e cabelos cacheados. Febre. Não posso parar.

Um beijo me sopra ao ouvido. Lembro de Piazzolla e seu lirismo numa melodia cadenciada, mas sinuosa. Veio de repente pra dizer alguma coisa e logo se foi. Sem dizer, disse "eu te amo". O vento cessou. A casa virou pó. Só resta o velho baú e a única lembrança do amor que jamais esqueci. Parti sozinho para reencontra-la. Chove.

Às vezes adianta, às vezes atrasa. Conto publicado ontem no Pioneiro.

quinta-feira, 2 de março de 2006

mesmo depois da morte da cura

Estúpida ingenuidade acreditar na cura com The Cure. A cura não existe. É só um feitiço. A dor sempre supera o trauma. Sempre. Nunca um feitiço vai quebrar a dor. Nunca vai despedaçar a única certeza: o tempo se decompondo diante dos teus olhos. O tempo nunca cura nada; nunca dá adeus; nunca te espera na próxima esquina. O tempo corrói antes mesmo do nascimento e continuará por todo sempre até depois do dia em que morrer a cura.

Para Pi, parceiro de novas paranóias.

quarta-feira, 1 de março de 2006

amar é um jogo de armar

Sabe quando o amor te invade em sonho,
te lança pra fora da cama e te deixa
delirando assim que acorda?
Imagine tudo isso acordado.

Para Pati, amor da minha vida

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2006

não é piada

Mugnolini tentou tirar sarro da cara do Paulinho. Veja no que deu.

- Tu vai no show da Natiruts hoje?
- Não vai dar. Minha vó vai fazer sopa de agnoline lá em casa.

domingo, 26 de fevereiro de 2006

chove

É arenoso sabe. Ouvir isso tudo desse jeito. Corpo esquálido, olhar esquivo. E aquela voz rouca, lírica, aguda, sustentando a melodia triste. Encantadora, por isso triste. Pra melhorar tudo e sublinhar a delícia desse dia, chove forte. Pingos gelados que chegaram sem avisar. Nada de nuvens negras arrastando-se o dia todo. Só a chuva. Assim, sozinha. Intensa. Forte o suficiente pra bater portas e janelas.

Despenca o dia todo.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2006

música de hoje

Karma Police
Karma police, arrest this man
He talks in maths
He buzzes like a fridge
He's like a detuned radio
Karma police, arrest this girl
Her Hitler hairdo is
Making me feel ill
And we have crashed her party
This is what you get
This is what you get
This is what you get when you mess with us
Karma Police
I've given all I can
It's not enough
I've given all I can
But we're still on the payroll
This is what you get
This is what you get
This is what you get when you mess with us
And for a minute there, I lost myself, I lost myself
Phew, for a minute there, I lost myself, I lost myself
For for a minute there, I lost myself, I lost myself
Phew, for a minute there, I lost myself, I lost myself