quarta-feira, 1 de julho de 2009

só pra não dizer que esqueci do máiquel jéquinson

Good Night, folks!

Lucas, meu correspondente no Rio de Janeiro, sempre encontra personagens pitorescos pela orla carioca. Eis seu depoimento HISTÓRICO, do ocorrido dia desses.

- Eu tava comprando amendoin na rua, na semana passada, e o tiozinho falou pra mim: "Ouvi na rádio que morreu o Maiquel Jéquinson, agora sim ele vai ficar famoso como o Renato Russo e o Cazuza!
Tá, mas esse é o DJ Mono ou o Maiquel Jéquinson, quando criança?

quarta-feira, 17 de junho de 2009

clipe para um dia cinza



Firekites - AUTUMN STORY
Chalk animated music video directed by Lucinda Schreiber and Yanni Kronenberg.

Music available from Spunk Records
spunk.com.au/

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Kilmayr na França

Kilmayr participa de maratona de cinema brasileiro na França

O documentário Kilmayr, dirigido por Marcio Schenatto, será exibido neste sábado (13-06) na mostra “Maison du Brésil – marathon: 50 heures de cinéma brésilien”. É a segunda vez que o curta participa de um festival na França. Em 2008 participou da Mostra de Documentários Independentes “Nossas Novas”.

Kilmayr está na programação de 50 horas de cinema brasileiro que inclui clássicos como Limite (Mario Peixoto - 1930) e Macunaíma (Joaquim Pedro de Andrade- 1969) além de longas e curtas da produção recente do cinema nacional.

A Maison du Bresil está comemorando 50 anos em 2009. O local, situado na cidade universitária de Paris, serve de residência para pesquisadores e estudantes brasileiros e é um polo de difusão da cultura do Brasil.

Confira a programação completa da maratonade cinema no link abaixo:

www.maisondubresil.org/Culturel/images/2009%20programmation%20cinema.pdf

Sinpose: 22h40 - Kilmayr, Márcio Schenatto, 2005, 10 mn. Documentaire

Quotidien d’un « gari » (« éboueur ») raconté par lui même dans une ville du sud du Brésil…

sexta-feira, 29 de maio de 2009

CINEESQUEMANOVO


CineEsquemaNovo 2009: inscrições abertas para seleção até 03 de julho


Júri Oficial terá liberdade para criar e distribuir oito diferentes categorias de premiação entre os curtas, médias e longas-metragens selecionados

Organização trabalha pela ampliação da programação internacional nas mostras especiais e paralelas


O CineEsquemaNovo – Festival de Cinema de Porto Alegre (CEN) recebe a té o próximo dia 03 de julho , inscrições de filmes para seleção em suas mostras competitivas. Como de costume , filmes de todos os gêneros , formatos , técnicas e linguagens são aceitos em pé de igualdade no festival – que , rumo à sua sexta edição , é uma das principais bases de exibição e debate do cinema contemporâneo independente no Brasil.

Os filmes selecionados para as mostras competitivas serão divulgados no final do mês de agosto , e o CEN 2009 está previsto para acontecer entre os dias 17 a 24 de outubro de 2009.

Todas as produções inscritas concorrem de igual para igual na seleção , exibição e premiação: o foco é a idéia . Para que diretores e produtores enviem seus trabalhos , basta acessar www.cineesquemanovo.org e preencher a ficha de inscrição . O site oferece o regulamento do CEN 2009 e todas as etapas necessárias para a chegada dos filmes aos organizadores do festival . No site também é possível conferir a nova arte do CEN para este ano , criada pelo designer gráfico Juliano Cabral.

Novidades para 2009

Uma das novidades deste ano nas mostras competitivas do CEN será a liberdade oferecida pela organização ao Júri Oficial (a ser divulgado em breve ) para que crie e distribua oito diferentes premiações entre os curtas, médias e longas-metragens selecionados .

"Entendemos que os trabalhos exibidos no CEN são muitas vezes inqualificáveis em categorias tradicionais, coisa que os próprios jurados já nos disseram em anos anteriores ”, pontuam os organizadores do festival (Alisson Avila, Gustavo Spolidoro, Jaqueline Beltrame, Morgana Rissinger e Ramiro Azevedo). “ Por isso , resolvemos propor que o Júri Oficial busque, dentre todos os filmes e suas diferentes características , os motivos , as histórias , as técnicas e as narrativas que possam gerar um prêmio específico . É um processo de relativização que o próprio fazer cinematográfico também se depara e que o CEN acompanha desde sua primeira edição em 2003. Por isso , nada mais natural que estender isso à premiação: o júri poderá encontrar livremente aquilo que melhor julgue digno de premiação”.

Estes prêmios se somarão aos troféus do Júri Popular e dos alunos da Oficina de Crítica Cinematográfica , que tradicionalmente escolhem o Prêmio da Nova Crítica .

O CEN 2009 também muda seu processo seletivo , no sentido de não determinar um número mínimo ou máximo de produções selecionadas para as mostras competitivas. Os cinco organizadores do festival , que compõem o Júri de Seleção , também trabalharão com a mesma liberdade do Júri Oficial para encontrar o número de filmes que mais se identifiquem com a proposta do CineEsquemaNovo.

Nas mostras paralelas , a produção do CEN trabalha para articular mais programações internacionais , a partir das primeiras e bem-sucedidas experiências do ano passado com “Body Rice”, do português Hugo Vieira da Silva, e “Loren Cass”, do norte-americano Chris Fuller. A idéia é valorizar filmes inéditos no País e em Porto Alegre , mantendo as regras que desde sempre orientam o CineEsquemaNovo: valorizar a criatividade , a inovação , a experimentação e a surpresa audiovisuais .

O CineEsquemaNovo – Festival de Cinema de Porto Alegre conta com a co-realização da Prefeitura Municipal de Porto Alegre , através da Coordenação de Cinema , Vídeo e Fotografia da Secretaria Municipal de Cultura , e apoio especial do Santander Cultural.

INFORMAÇOES PARA A IMPRENSA :

___________________
Sarah Goulart
Assessora de Imprensa CineEsquemaNovo - Festival de Cinema de Porto Alegre

MARIA CULTURA
55 51 3207 8463 / 51 9108.7621
imprensa@cineesquemanovo.org
sarah@mariacultura.com.br

quinta-feira, 28 de maio de 2009

COMMA NA FRENTE DA VELHA

Sim, sim...pode ser pinhão, a velha não se incomodará.

sexta-feira, 1 de maio de 2009

o lamento do velho sarcástico

Silêncio. Neblina cerrada. Vento forte. O lixo rodopia numa rua deserta. Ou quase. Sentado na sarjeta está um velho maltrapilho, terno cinza, chapéu estropiado e pés descalços. Gesticula e fala sozinho. O vento lança cacarecos contra o velho. Com a ajuda da bengala de madeira, levanta-se da sarjeta e segue neblina adentro, a favor do vento. Os primeiros raios de sol atravessam o nevoeiro. O velho nem se importa. Olhar cravado no horizonte e arrastando a perna esquerda, segue a lugar nenhum. Aquela tosse seca parece antever o inesperado encontro. Antes do catarro esparramar-se no chão uma manada de búfalos irrompe a neblina. O velho não se intimida e, de braços bem abertos, dá as boas-vindas.

Fade.

O velho abre os olhos. O corpo dói, talvez tenha fraturado a perna boa, ou cortado a face, ainda não sabe. Só não entende esse bando de anões ao seu redor. Cada um lambe uma das feridas espalhadas pelo corpo. A saliva que corre alimenta a terra seca. Aos poucos brotam pequenos ramos verdes. Dissipa o nevoeiro. Os ramos crescem rapidamente. O sol forte a pino queima o corpo desnudo do velho. O ritual se encerra com um canto coral. Senhoras albinas vestidas com mantos pretos, segurando cajados, entoam uma música estranha. Sons repetidos como um mantra se misturam ao choque dos cajados em uníssono. Enquanto ressoa a trigésima entoada da mesma canção, uma das senhoras albinas tira o manto preto e o coloca sobre o velho deitado na terra seca. O canto cessa.

Fade.

Num descampado verde, quase sem árvores, um velho apruma sua espingarda e mira. Olhar cravado no horizonte, à espera. Através da mira vislumbra um búfalo. Estranhamente tudo parece tão lento. O búfalo cresce na mira. O velho acomoda o dedo no gatilho. Um tiro só, e basta. Certeiro. O bicho tomba. Ao seu redor o tombo do búfalo levanta o pó da terra seca. O velho tira um maço de cigarro amassado do bolso e traga com prazer. O búfalo vê o velho de canto de olho. E bufa.

Fim.

sábado, 25 de abril de 2009

amém

Sentado no mesmo banco, na mesma praça, o velho assiste ao vôo dos mesmos pássaros de sempre. O velho mastiga um pedaço de asco e cospe migalhas de ironia. E nada mais parece fazer sentido. Não que algum dia tivesse feito, mas, bezandeus o velho tivesse ainda guardado os olhos numa tigelinha. Pelo menos isso. Mas não. A velha que dizia amar o velho preferiu trocar os olhos estragados do velho por um punhado de moedas.

Agarrado ao novo e velho testamentos, aos salmos espalhados pela casa, repetindo a exaustão cada versículo de cada apóstolo, o velho resiste. Acorda e antes mesmo de sentir o calor do sol lhe cortar a pele, põe a mão na cabeça da velha esposa e perdoa-a. Ungido pela fé em Deus e pelo retrato da felicidade cravado na parede, o velho perdoa a velha esposa. Aceitou a troca dos olhos da cara por um punhado de moedas porque sabia da serventia das moedas. A visão ele não perdeu, nem mesmo depois de entregar os olhos da cara à velha esposa.

Quem olha através da janela pensa que o velho anda louco. Talvez esteja cada dia mais e mais lúcido, a despeito dos outros. Porque ali fora, onde o silêncio é esfaqueado pelo ruído, onde o orvalho envenena as plantas, onde o sol queima as retinas, onde a carne apodrece antes do recolhimento do corpo, onde o tapa na cara aniquila o amor, os outros são só uns vermes. O velho não teme pela virulência dos outros. O velho perdoa. O velho ama ao Deus Pai Todo Poderoso e desfere o perdão. Mais nada.

Não precisa de nada mais pra viver. Nunca precisou. Mesmo quando ainda ostentava os olhos da cara, o velho sabia desvendar os mistérios dessa vida. Trancafiado dentro de casa parece orar não só pelo afastamento de toda maldade que por ventura tente chegar até a sua casa, como também deseja livrar a Terra de todo o mal. Mesmo abraçado à glória de Deus, o velho não salvou ainda a sua velha esposa. Ela continua sua quermece com o coisa ruim. Não satisfeita em pedir os olhos da cara ao velho marido, a velha esposa anda tentando roubar-lhe a língua.

A noite, quando velho dorme, a velha esposa aperta-lhe as mandíbulas e tenta a todo custo arrancar a língua. Com cara de nojo, como se tivesse lambendo as costas de uma cobra enlamaçada, a velha cospe na cara do velho marido aquela ânsia toda. Nas duas vezes em que isso aconteceu o velho levantou-se da cama, fitou-a firme nos olhos e desferiu frases da sagrada escritura. Nas duas vezes, a velha caiu em sono profundo logo após o sermão de perdão do velho.

E por amor a Deus o velho segue amando a velha esposa. Sabe que é questão de tempo a entrega da velha. O velho não quer a velha em seus braços, porque isso ele a tem desde os 13 anos. Desde que o pai dela jogou-a na porta da sua casa. Desde aquela noite nervosa e vazia em que o pai depois de espancá-la arrastou a menina pelos cabelos e deixou-a ali, como um saco de batatas, de bruços, embebecida em álcool, sangue e raiva.

Desde então a menina, que virou velha, truçida o marido como se fosse o pai fodido. E o velho perdoa, porque acredita na remissão dos pecados e na vida eterna. Amém.

terça-feira, 14 de abril de 2009

quinta-feira, 9 de abril de 2009

novo jeito punk de ser

O Pubby é um punk diferente. O cara é guitarrista e tem suas limitações como a maioria dos músicos de banda punk. Mas ele sabe trabalhar essas limitações técnicas (pra que serve um arpejo tocado a 120km, mesmo?!?) pro bem das músicas da Ligante Anfetamínico.

Nem por isso, nem mesmo por ser um guitarrista de banda punk, o Pubby se limitou a comer cachorro quente bebendo cachaça Pitu nas esquinas da vida. O Pubby virou advogado. Mais um dos bons homens desse país a lutar pelo cumprimento das leis. Mas como nem tudo na vida são códigos e normatizações, o Pubby resolveu dar um peitaço e virar dono de bar.

O Pubby não virou um "porco capitalista", ele cumpriu o principal lema do punk: Faça você mesmo. Como andava descontente com o perfil dos bares de Caxias, resolveu comprar um. Arranjou um sócio, o César Casara, do estúdio Alta Voz, e meteu o pé na porta. Casara e Pubby são os donos do Vagão.

Leia a seguir entrevista com o Pubby.


MUGNOLINI: Músico serve pra ser dono de bar?
PUBBY: Antes mesmo de ser músico a música sempre me facionou! Adoro a música! A forma que encontrei para unir prazer e trabalho era comprar/montar um bar, ou então um estúdio de gravação! A primeira opção apareceu antes, e abracei a oportunidade, e hoje posso dizer que sou mais feliz.

MUGNOLINI: Qual vai ser a cara desse novo Vagão?
PUBBY: Então, é inegável que alguma mudanças irão acontecer, e já estão acontecendo! Tanto eu quanto o César (meu sócio) gostamos muito de rock! Mas não fechado em uma única década! Ou seja, pretendemos fazer do vagão um bar de rock, mas aberto as várias tendências e ramificações do estilo! Inclusive as mais atuais! Entendemos que dessa forma o bar vai se perpetuar por muito mais tempo!

MUGNOLINI: O que te incomodava antes e como vai ficar?
PUBBY: Na verdade eu pouco frequêntei o vagão antes de adquiri-lo! Não existia algo que me incomodava nele! Acho que uma das coisas que pretendemos manter é a estrutura que o bar oferece, melhorando em alguns quesitos como camarin novo, sistema de som e iluminação nova, o atendimento, e o clima de respeito às diversidades.

MUGNOLINI: Lembro de no passado tu ter criticado duramente o Vagão em uma ocasião, inclusive com coisas no Orkut, se não me engano. Comprar o bar foi botar a tua cara pra bater?
PUBBY: Realmente, tive um problema com o proprietário anterior, ele estava começando a tabalhar na noite, e talvez a forma com que se desenrolou o ocorrido ficou desastrosa para ambos os lados, mas hoje jogamos futebol jutnos toda segunda-feira e acredito que superamos os problemas, também acho que tanto eu quanto ele aprendemos a conviver melhor com as diferenças. E sim, eu sempre fui uma pessoa que gosta de externar opiniões, e quando se faz isso há um preço a ser pago! Mas eu acho que vale mais falar o que se pensa, sabendo que poderá haver críticas em sentido contrário, do que passar a vida toda sem ter opinião própria.

MUGNOLINI: Comprar um bar é uma atitude punk?
PUBBY: No meu caso era algo previsível! Explico, como desde pequeno a música sempre teve um papel fundamental na minha vida, era de se estranhar que minha "profissão" não fosse, de certa forma, vinculada a ela! Pra mim, ir para ao bar não é um trabalho, é uma realização! E viver do que eu mais gosto na minha vida: música!

MUGNOLINI: Que tipos de banda vocês querem tocando no bar?
PUBBY: Isso ainda estamos estudando! O problema é que tu abstrai o gosto pessoal e passa a pensar como um negócio! Tem que ir atrás de bandas boas, mas ao mesmo tempo tu não pode abrir mão do público que fez a história do Vagão e que talvez não vá entender uma mudança radical na direção do bar! A princípio estamos com uma agenda bastante variada abrangendo vários estilos possíveis, desde o metal até o pop tradicional! Acreditamos que dessa forma vamos conseguir trazer diferentes tribos para dentro do bar, em diferentes dias, sem transformar o bar em apenas uma coisa! O que queremos é um bar de música boa! Dentro do pop/rock.

MUGNOLINI: Tu acha que o bar pode vir a ser o lugar que vai dar conta de dar oportuinidades às novas bandas?
PUBBY: Espero que sim! E se não for assim eu estou traindo a mim mesmo! Por isso já começamos a abrir nas quintas-feiras! Sei que o melhor para uma banda é mostrar seu som na sexta ou no sábado, no entanto, em se tratando de negócios, para que o bar possa dar chance para bandas novas é necessário que ele fature mais para cobrir os dias de menor movimento, infelizmente estes dias são ocupados por bandas novas, pois ainda não tem público, muitas vezes não são tão boas assim! Por isso a quinta-feira é uma aposta nas bandas novas da cidade! É um dia a mais que o bar abre para que as banda comecem a ter cancha, palco, e estrada, para amanhã ou depois vir a se tornar uma referência.

MUGNOLINI: E os consagrados? Que antes iam tocar no Revival terão espaço também no Vagão?
PUBBY: Bom, tudo depende! Não podemos transformar o Vagão no Revival! Essa é nossa atual política! O Revival foi um marco na cena musical caxiense, e tem que ser respeitado e lembrado para sempre dessa forma. O Vagão re-começa com uma nova política! Uma nova forma de ver as coisas! Se ele irá se tornar um ponto de efervecência cultural só o tempo dirá! Com relação as bandas, aquelas que nós entendermos que tenham o perfil que pretendemos para o bar, terão espaço garantido! Mas é importante lembrar que para uma cena realmente existir, não podemos viver só do passado, temos que contruir o novo!

MUGNOLINI: Como dono de bar e músico, qual banda tu sonha ter no teu bar tocando?
PUBBY: Pergunta difícil! Tem muitas bandas que eu gosto que poderiam tocar no bar! Essa eu vou ter que pensar mais um bom tempo pra te responder!

MUGNOLINI: E a pergunta que não quer calar, o Esqueleto vai ser o RP (Relações Públicas) do teu bar?
PUBBY: O Esqueleto já é o RP do vagão!!! huahauhauha... Não que isso seja bom! Mas enfim! Na verdade, já temos notado que os frequentadores do bar notaram algumas diferenças e já estão aprovando nossa administração! E isso é o que queremos, que as pessoas se sintam bem lá dentro! E que lá seja um local para ir e se divertir! Derreter no calor do rock!

NOTA DO MUGNOLINI: Ao final do e-mail Pubby desculpa-se por ainda não ter feito nenhuma foto sua lá dentro do bar. Aliás, nenhuma ainda publicável... E termina assim o e-mail: "Escrevi na correria, desculpa os erros de português que certamente vai ter! huahuahuahua... Agora ficar na frente do pc ficou complicado! Muita coisa pra resolver!!! Abraço mugnol!!! Vê se aparece lá no vagão!!! Ps.: temos ypioca!!! ;o)".

sexta-feira, 27 de março de 2009

sangue de um poeta



Jean Cocteau está para o cinema surrealista assim como Rambo está para o cinema acéfalo. Enquanto Stalone provoca risadas patéticas enquanto se assiste ao coitado do Rambo fuzilar a polícia norte-americana, Jean Cocteau desvela a poesia através da imagem. Num momento em que cinema se resume a um emaranhado de bombas explodindo aqui e a li, ou um cinema verborrágico, em que a palavra assume um papel mais importante do que a própria imagem -cerne do cinema-, Cocteau deveria reaparecer com toda força e imponência.

Cinema pro Cocteau é imagem. Jogo de imagens dialogando, mesmo que em muitos momentos pareçam sem sentido ou fora de lugar. Mas é que pro Cocteau e alguns poucos cineastas, cinema é poesia, é risco. Não deveria ser um encadeamento lógico e ritualístico. Cinema deveria ser o discruso de um demento, quase altista talvez, desferindo suas emoções pra quem quisesse ouvir. Mesmo que a imagem de amor pareça desalento; ou mesmo que o pudor seja confundido com penitência.

Cinema pra gente como o Cocteau é poesia. O resto é bobagem. Mesmo dentro de um universo de sentidos denominado surrealista, Cocteau vai além. Desaparece depois de lançar-se para dentro do espelho, como nesse trailer de "Sangue de um Poeta", lançado em 1930.

Cinema é risco, sempre. E talvez por isso mesmo Cocteau nos aproxime da vida mais ainda do sentido da vida, mesmo que seus filmes aparentemente nos conduzam pra longe da vida.

quinta-feira, 26 de março de 2009

quanto vale...ou é por quilo?

O Sérgio Bianchi é taxado por muita gente de um pé no saco, um cara chato...hipócrita de meia-tigela, um FDP...e por aí vai. Eu acho ele um cineasta necessário. Explico, o cara faz filmes recheados de crítica social, mas nada parecido às aulas de OSPB ou de Moral e Cívica. Bianchi é faca na bota. Mata a cobra, mostra o pau e mostra os FDP que tirara a cobra de seu habitat natural e enfiaram a cobra dentro da sopa da tua vó.

Goste ou não o cara é porreta. Um dos filmes dele se chama "Quanto Vale ou é Por Quilo?". É mais um tapa na orelha e sem direito a choro de manha em seguida. Quem se incomoda é porque se enxerga ali como se estivesse diante do espelho. Pois bem, lembrei logo de cara desse filme, que traça uma analogia entre a escravidão no século XVIII e o marketing social dos tempos atuais, assim que li no Yahoo uma nota que dizia que o governo pensa em criar o Vale-Cultura.

"Será muito semelhante ao vale-refeição. Só que em vez de alimentar o estômago vai alimentar o espírito e gerar benefício para área cultural", afirmou, na última segunda-feira (23), o ministro da Cultura, Juca Ferreira, de acordo com a Agência Brasil.

Funcionaria assim ó: o trabalhador com carteira assinada receberia R$ 50 pra torrar assistindo filme, comprando CD, indo pro show, comprar livro, indo a museus, pra assitir ópera, e etc... Só não sei se vale pra ir em rodeio e ver boi sem bago pular como um sofrenildo ou se ir pro circo.

Esses 50m mangos seriam assim "pagos" ao trabalhador: 50% pago pelo empregador, 30% subsidiado pelo Governo e 20% desenbolsa o empregado. De acordo com o ministério, cerca de 12 milhões de pessoas poderão ser beneficiadas.

Aproveitando a ira do Bianchi e olhando o Brasil do jeito que o Bianchi olha gosatria de saber quanta gente QUE NÃO PRECISA iria se beneficiar desse Vale, e mais, como comprovar que os 50 mangos foram gastos pra ver um filme e comprar um livro e não pra tomar cachaça com os amigos? E mais, haveria restrição de gêneros e atrações pra torrar os 50 mangos...Do tipo: vale só para ópera ou só vale pra show de pagode?

E se eu quiser gastar os 50 mangos pra comprar um cavaquinho e virar músico e vender cultura por aí?

Ah, e tem mais uma só mais uma. Ainda vestindo os olhos do Biachi gostaria de saber se os nosso bondosos amigos gerentes de salas de cinema, donos de gravadoras e produtores de shows iriam duplicar ou quadruplicar os preços das peças em cartaz, dos filmes em cartaz ou dos ingressos em função desse valezinho que todo trabalhador poderá assim, quem sabe, um dia, vir a receber...

E por fim...pronto...agora é a última: o vale vale pra comprar CD e DVD pirata?

Não sei, só sei que é importante dar novo impulso à economia. E vamo que vamo.

Fui.

volume um

Jorge de Jesus: de microfone em punho e ainda lá nos anos 80 já usava camisa de flanela e sonhava ser rockstar

Dias desses, o Jorge me liga dizendo que tinha uma excelente ideia de filme. Dia desses que já faz um ano. E não me disse mais nada. Só que seria um documentário sobre música. Como não sou curioso, esqueci. Na real nem dei muita bola mesmo no dia em que ele me disse. E como é do feitio do Jorge ele fez todo um suspense em torno do "projeto". Como disse antes, depois do telefonema, esqueci.

Algum tempo depois, vem o Jorge com a notícia: "Meu documentário foi aprovado pelo Fundo". Na real eu já sabia porque tinha visto a lista dias antes. Mas fiz de conta que fiquei surpreso. Afinal de contas, amigo é pra isso mesmo. Aí sim, com o projeto aprovado e mil e novescentas e trinta e sete ideias na cabeça, o Jorge enfim me apresentou ao seu documentário.

O resto é história de bastidores e se tiverem curiosidade entrem no blog do filme e confiram tudinho lá.

Só posso antecipar que o filme tá andando, sendo rodado aqui e ali. Nos três primeiros depoimentos deu pra sentir que tem muito pano pra manga. A diversão é garantida pra toda a equipe e pra todo mundo que tem sido entrevistado. Alguns preferem beber água durante o bate-papo, outros cerveja...

A foto que abre este post tem o Jorge como vocalista. O nome da banda HPS. Diz o Maneka (produtor do filme) que essa sigla dizia escondia algo muito especial. Já eu, acho que HPS é nome de banda de pagode 2° grau.

terça-feira, 24 de março de 2009

aqui do lado

Leandra Leal: ela interpreta Camila que na real é quase a Clara. Quase.

"Nome Próprio", filme mais recente de Murilo Salles (diretor de "Como Nascem os Anjos") tem sessões agendadas entre os dias 31 de março e 5 de abril, no Cine Santander Cultural, em Porto Alegre. "Nome Próprio" é baseado no livro “Máquina de pinball”, da escritora gaúcha Clara Averbuck. A protagonista, Camila, é interpretada por Leandra Leal.

Sabecumé...o filme tá aqui do ladinho de Cassias. Assim, sem querer muito quem sabe alguém, um dia desses, poderia trazer o filme pra cá. Quem sabe antes do Nery...Não conhece o Nery? Da Locadora San Remo... O Nery anda derrubando muito coordenador de sala de cinema Caxias afora... Quem sabe as coisas estejam mudando. Vai saber...

NOME PRÓPRIO

2008, Digital, cor 130 min, 18 anos

História de Camila, jovem empenhada em se tornar escritora. Sua vida é sua narrativa. Camila é intensa, corajosa e quer a sua literatura como um ato de revelação.

Gramado 2008: melhor filme + atriz (Leal) + direção de arte.

sábado, 21 de março de 2009

God loves his children...believe



Please could you stop the noise, I'm trying to get some rest
From all the unborn chicken voices in my head
What's this? (I may be paranoid, but not an android)
What's this? (I may be paranoid, but not an android)

When I am king, you will be first against the wallwith your opinion which is of no consequence at all
What's this? (I may be paranoid, but no android)
What's this? (I may be paranoid, but no android)
Ambition makes you look pretty uglyKicking, squealing, gucci little piggy

You don't remember
You don't remember
Why don't you remember my name?
Off with his head, man
Off with his head, man

Why don't you remember my name? I guess he does...
Rain down, rain down

Come on rain down on me
From a great height
From a great height... height...
Rain down, rain down
Come on rain down on me
From a great height
From a great height... height...
Rain down, rain down
Come on rain down on me

That's it sir
You're leaving
The crackle of pigskin
The dust and the screaming
The yuppies networking
The panic, the vomit
The panic, the vomit
God loves his children, God loves his children, yeah!

depois daquele beijo

Clara amanheceu com um desejo amortecido entre os lábios. Não por causa do beijo demorado, nem por causa do abandono. E sim, porque perdera o amor antes de dizer "eu te amo". Clara amanheceu com o desejo amortecido entre os lábios cerrados. Nem a doce brisa da manhã tirou Clara da cama. Os olhos lacrados pareciam imunes a tudo. Inclusive ao amor despedaçado. Antes do "eu te amo", Clara conhecera o silêncio. O silêncio amortecido entre os lábios. Lábios gelados.

segunda-feira, 16 de março de 2009

M.i.p.V

Já faz tempo. Mais de um ano, quem sabe. Não consigo fixar minha lembrança em datas, mas em acontecimentos. Conheci o duo Músicas Intermináveis para Viagem (M.i.p.V) quando assisti ao "3Efes", filme do Carlos Gerbase. Filme aliás que trouxe de volta aquele jeito punk do Gerbase fazer as coisas. Felizmente sem aquele ar professoral de "Sal de Prata". Enfim, um filme mais puro, com o cheiro dos curtas oitentistas do Gerbase.

Mas então, conheci a M.i.p.V assitindo ao 3Efes. Curti muito. É um som simples, que bate na cachoila como um mantra-trilha-sonora de uma batalha entre cegos revoltados e raivoso embaixo d'água. Sem trucagem. Sem efeito colateral. Sorve na fonte de um monte de banda alternativa, garage rock, pincelando aqui e ali referências sutis. Não vou citar nenhuma dessas referências que percebi só pra deixar vocês mais curiosos.

Mas enfim, a M.i.p.V faz uma trilha sonora impecável pra uma cidade como Porto Alegre, ou Caxias, ou Guatemala. Principalmente trilha sonora pra uma noite interminável, cheia de ruídos dissonantes, de gente que não se entende e precisa de um tapa na orelha - com carinho, é claro.

Aproveite:

www.myspace.com/mipv
www.youtube.com/musicasinterminaveis
www.myspace.com/ypsilons

commadegraçanemquesejaenquantovocêdorme


quinta-feira, 12 de março de 2009

de volta

Foto de um quase sonâmbulo em Buenos Aires


Pra quem não sabe e sei lá se interessa...eu estava em Buenos Aires. Fui a passeio. Mas aí, sabicumé, conversa vai, conversa vem, conheci uns hermanos meio locos e cerveja vem, cerveja vai e topei um trabalho. Não me disseram do que se tratava e topei porque senti um tom de máfia no lance.

Esse papo notívago foi lá na sexta-feira. Por volta do domingo, ou madrugada de segunda, reencontrei os hermanos. Na mesma mesa do mesmo bar. Botaram 50 pesos na mesa e disseram "até amanhã".

Ô belezura. Enfim, conseguiria pagar as diárias atrasadas do hotel. Paguei, não pedi nota, por isso ganhei desconto.

Segunda-feira, às 7h, lá estava eu, sentado na sarjeta de uma das ruas mais movimentadas de Buenos Aires. Joguei a latinha de Quilmes no lixo mais próximo. De arremesso, claro. A la Magic Johnson depois de umas biras a mais. Quicou no aro, mas entrou. Enfim, os caras vieram. Quando dei por conta estava no meio da muvuca filmando um comercial de televisão de sei lá o que em Buenos Aires. Caraio...e de assistente de direção de fotografia. Putz, até miope eu sou e os caras confiaram a mim a responsabilidade do foco!

Quando a confusão cessou, lá pelas 17h, os caras me chamaram. Botaram mais 400 pesos na minha mão, me deram uma quilmes bem gelada e cairam fora. Quando dei por mim, só tinha eu e um monte de lixo espalhado pela rua. Fui direto pro hotel. Caí na cama como um cabrito depois do coice, antes da morte.

Acordei na madrugada com a televisão ligada e um compacto de River e Racing rolando. Vesti o que apareceu pela frente e fui desbravar a madrugada em Buenos Aires. Peguei um táxi e fui pro centro de tudo, perto do obelisco. Encontrei uma lancheria aberta e pedi duas Quilmes. Duas, de uma tacada só. Ofereci pro Don Diego Maradona que tava sentado do meu lado. Bebemos juntos só aquela Quilmes, porque depois do primeuro gole o cara caiu de costas no chão. Putz veio até ambulância, enfermeiro, que merda. Só na Argentina pra bêbado receber tanto carinho.

Pedi pro chefe da especunca se me venderia uma garrafa de uísque. Ele riu da minha cara. Bati no balcão e repeti: "quanto custa a garrafa de Jack Daniels?, ou vai dizer que nesta merda tem Wild Turckey?" Tomei um tabefe na orelha de ficar zunindo dois dias. Não tem problema, atravessei a rua e fui comprar uísque no primeiro posto de combustível que encontrei. Na verdade eles não vendiam uísque... Acabei comprando Ypióca. Sério... O posto era de um brasileiro que adora fuder argentino. Me fez 50% de desconto na garrafa e me indicou um bom bar de jazz em Buenos Aires.

Bebi metade da garrafa com ele e deixei o resto lá, pra ele beber com os frentistas, todos do interiro de São Paulo. E torcedores ferrenhos do Juventus. Ô gente boa. Camisa da mesma cor do glorioso Caxias. Força Grená.

Fui enfim pro bar de jazz, de táxi porque não entendi merda nenhuma onde ficava o bar. Cheguei lá e encontrei o meio irmão do Charlie Parker. Um negão de 2m, magro como a Olivia Palito. Tocava uma corneta como poucos. Depois do show pedi pra ele se podia pagar uma bebida pra ele. Me respondeu que sim. Puta que los pariu. O cara é de Sergipe. Mentiu pra todo mundo naquela porra de bar que era gringo, e meio-irmão do Charlei Parker.

Mentiu tudo, mas em nome do jazz vale tudo. Depois daquela pedi a conta. Deixei ali metade do cachê que faltava pra liquidar a fatura e voltei quase liso pro hotel. O resto? Bem, o resto é quase nada perto do que foram esses 4 dias em Buenos Aires.

Agora chega, preciso fazer a janta.

segunda-feira, 2 de março de 2009

é hoje

Lindonês e Jorge, ou ainda, Maneka e DJ Mono, a partir de hoje passam também a ser reconhecidos como fotógrafos profissionais. A dupla recebe abraços dos convivas durante a vernisage da exposição "Trilhos do Tempo", que abre hoje, na Galeria da UCS. Aos bêudos de plantão um aviso importante: não terá vinho DIGRÁTIS. É só suco.

Um brinde, Maneka e Mono ou Lindonês e Jorge.

Mas quando é que vai rolar um brinde com vinho?

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

É Mugnolini no DVD

Me acharam... Aliás, o Éverton Rigatti (cineasta e auxiliar de radialista) me achou, lá em Buenos Aires. Por essa nem minha mãe esperava.

Confira aí, no videozinho.